MS está entre os estados contemplados com construção de escolas indígenas

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Escola Estadual Indígena Antônio Alves, em Porto Murtinho (Foto: Chico Ribeiro)

Seis unidades serão implantadas com investimento do Ministério da Educação dentro do Novo PAC

Seis novas escolas indígenas serão construídas em Mato Grosso do Sul com recursos do Novo PAC. O estado está entre os 17 contemplados pelo pacote de investimentos de R$ 785 milhões anunciado nesta quinta-feira (26) pelo ministro da Educação, Camilo Santana.

O anúncio foi feito na comunidade indígena Sahu-Apé, no Amazonas, e prevê a construção de 117 unidades em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, as seis escolas atenderão comunidades indígenas em territórios etnoeducacionais, com projetos adaptados às realidades locais.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), as novas estruturas vão respeitar a identidade cultural, os modos de vida e a organização territorial dos povos originários. A iniciativa integra o eixo Educação, Ciência e Tecnologia do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

A seleção das localidades levou em conta critérios técnicos, territoriais e populacionais, incluindo mapeamento de comunidades onde as aulas ocorrem em espaços improvisados ou com infraestrutura considerada inadequada. A formalização das propostas foi feita por meio do sistema TransfereGov, com análise preliminar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e operacionalização pela Caixa Econômica Federal.

O FNDE disponibilizou modelos padronizados de escolas com duas e cinco salas de aula, que deverão ser ajustados conforme logística, clima e características regionais. A execução depende ainda da anuência das comunidades indígenas e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), em conformidade com a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Além de Mato Grosso do Sul, o projeto contempla estados como Amazonas, Roraima, Amapá, Maranhão e Mato Grosso. De acordo com o MEC, a ampliação da infraestrutura da educação escolar indígena é considerada prioridade estratégica do governo federal e busca atender a uma demanda histórica por espaços adequados de ensino dentro dos próprios territórios indígenas.