MS notifica novo caso suspeito de ‘fungo negro’ em jovem de 31 anos

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"Fungo negro” é uma infecção oportunista em vítimas da pandemia de coronavírus (Foto: Reprodução)

Apesar dos médicos infectologistas dizerem que a ‘nova’ ameaça do ‘Fungo Negro’, uma doença forte e degenerativa, ser rara e restrita ao ambiente hospitalar, os casos vem aparecendo pelo Brasil, aliada ou durante tratamento da Covid 19, o que torna o paciente ainda mais vulnerável e com maior chance de ir a óbito devido as degenerações do organismo e até de parte exterior do corpo da pessoa. E no Mato Grosso do Sul, nesta sexta-feira (20), se confirma novo caso suspeito da mucormicose, o “fungo negro”. O caso é de um jovem, 31 anos, morador de Dourados, que a se ratificar 100%, será o terceiro caso em MS.

Os outros dois casos, também já ocorreram em maiores cidades de MS, Campo Grande e Corumbá, onde um senhor de 71 anos foi a óbito, e o outro, adulto, se recuperou, mas ficou com sequelas. No Brasil não há indícios de transmissão na rua, apenas ocorrências entre pessoas internadas em hospitais, em especial, hospital Covid.

O Cievs (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde), vinculado ao governo estadual, revelou hoje o novo caso, mas foi notificado na última segunda-feira, 16 de agosto, pelo município sobre o paciente, que não tem comorbidades, e está internado em leito clínico, com tratamento antifúngico.

A amostra foi analisada pelo Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul), mas a confirmação deverá ser feita por laboratório do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo (SP). O instituto paulista é que faz a comprovação totalmente cientifica no Brasil.

Casos registrados

Conforme a SES (Secretaria Estadual de Saúde), Mato Grosso do Sul confirmou apenas um caso dessa doença em todo ano. Cícero Ermenegidio da Silva, de 71 anos, foi a óbito por conta dessa infecção e teve sua história contada pelo Campo Grande News.

Houve outro caso suspeito, notificado em 2 de junho, em Corumbá, em um paciente de 50 anos. Ele recebeu alta hospitalar em junho, mas a mucormicose foi descartada.

“Fungo negro” – Alguns especialistas apontam que a enfermidade é considerada rara e muito restrita ao ambiente hospitalar, mesmo entre os que têm um pouco mais de predisposição, como é o caso de pessoas com baixa imunidade.

Em todo Brasil, há pelo menos 49 casos de fungo negro mapeados pelo Ministério da Saúde, sendo que 19 estão relacionados com a covid-19. Casos também foram notificados no país vizinho, Paraguai.

Segundo o jornal britânico BBC News, a Índia foi um dos países que mais sofreu com essa doença, com mais de 4,3 mil mortes de pessoas registradas até meados de julho. A maior parte dos casos envolvem pessoas que tinham covid-19 e o fungo afeta o nariz, olhos e até mesmo o cérebro, cerca de 12 a 18 dias, após a recuperação da covid. O jornal também destaca que muitos casos podem estar subnotificados.