
Agenda inclui Fórum Econômico Internacional, reunião com líderes sul-americanos e visita à Eclusa de Cocolí
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou nesta quarta-feira (28) sua primeira agenda oficial fora do Brasil em 2026, no Panamá, com compromissos que incluem encontros bilaterais, discursos sobre economia e participação em um dos principais fóruns da região. O destaque é sua presença no Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe, considerado o “Davos latino-americano”.
O evento, organizado pelo CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe) e pelo governo panamenho, ocorre entre os dias 28 e 29 de janeiro na Cidade do Panamá e reúne mais de 2.500 líderes políticos, empresariais e acadêmicos, incluindo vencedores recentes do Prêmio Nobel de Economia. Lula participa da sessão de abertura ao lado dos presidentes do Panamá, Colômbia, Bolívia, Equador, Chile e líderes de países do Caribe, além do presidente executivo do CAF, Sergio Díaz-Granados.
Além do discurso inaugural, o presidente brasileiro terá almoço oficial com outros chefes de Estado e deve conduzir reuniões bilaterais para tratar de comércio, investimentos, transição energética, biocombustíveis e integração regional. Na terça-feira (27), Lula já se encontrou com o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, em um encontro considerado “positivo e pragmático”, apesar das diferenças ideológicas. Entre os temas discutidos estavam corredores bioceânicos, energia renovável, turismo, tecnologia e segurança pública.
Durante sua estada, Lula será condecorado com a Ordem Manuel Amador Guerrero, a mais alta honraria do Panamá, entregue a chefes de Estado e personalidades que prestam serviços relevantes ao país ou fortalecem as relações diplomáticas. A comenda já foi concedida historicamente a diversos líderes internacionais como forma de reconhecimento político e simbólico.
O presidente também comentou sobre a situação da Venezuela e anunciou que espera que a presidente interina Delcy Rodríguez “dê conta do recado”, destacando que a solução para a crise deve partir do próprio país. Lula afirmou ainda que pretende se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em março, em Washington, para fortalecer o diálogo institucional e econômico entre as duas nações.
No final da agenda desta quarta-feira, o presidente visitará a Eclusa de Cocolí, no Canal do Panamá, importante para o comércio internacional. O Brasil é atualmente o 15º maior usuário do canal, com quase sete milhões de toneladas de exportações anuais. Antes de retornar, Lula participará de reuniões no palácio presidencial para assinatura de atos, como o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos com o Panamá.



















