A exposição coletiva “O Grito que Ecoa” chega ao Centro Cultural José Octávio Guizzo, onde ocupa a sala de exposições Wega Nery na terceira etapa do Circuito Coletiva Dorcelina Folador. Após passar pelo MIS (Museu da Imagem e do Som) e pela Galeria de Vidro na Esplanada Ferroviária, a mostra se instala agora em um novo contexto, consolidando sua proposta de circulação por diferentes espaços da
cidade.
Reunindo 14 artistas mulheres sul-mato-grossenses, a exposição articula pintura, arte têxtil, objetos, instalação e ações performáticas em torno de reflexões sobre feminicídio, violência de gênero e impunidade. Ao longo do circuito, as obras vêm sendo reconfiguradas a cada montagem, estabelecendo novos diálogos com os espaços e com o público.
“O Grito que Ecoa” parte da ideia de que a arte pode operar como gesto de denúncia e memória. Em um estado marcado por altos índices de violência contra mulheres, a exposição transforma experiências de silenciamento em presença, insistindo na necessidade de tornar visível aquilo que historicamente foi apagado.

Idealizado por artistas mulheres LGBTQIAPN+ de Mato Grosso do Sul, o Circuito Coletiva Dorcelina Folador propõe a ocupação de diferentes territórios culturais como estratégia de ampliação de público e de permanência das narrativas femininas na cidade. Esta terceira etapa marca o desdobramento final do percurso, reunindo as experiências acumuladas ao longo das montagens anteriores.
A abertura da exposição, no dia 10 de abril, contará com declamação de poesia de Pretisa, o artesanato de Loren Berlin e apresentações musicais de Bruna Costa, Vitória Queiroz e do projeto Carne Viva. O circuito se desdobra ainda em rodas de conversa com artistas e curadoria — encontros que já aconteceram nas etapas anteriores e retornam agora como espaço de escuta, partilha e permanência.
Nesta terceira etapa, a exposição incorpora também o Banco Vermelho, iniciativa vinculada ao enfrentamento ao feminicídio, que passa a integrar o espaço expositivo como elemento de memória, denúncia e conscientização. A presença do banco amplia o diálogo da mostra com a cidade e reforça o compromisso do projeto com ações que tensionam a violência de gênero para além do campo simbólico.
A visitação é gratuita.




















