Publicado em 28/03/2017 17h34
Operação All In prende integrantes da quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas
A operação foi desencadeada pela Polícia Federal
Deflagrada hoje (28) pela Polícia Federal a Operação All In prendeu integrantes da quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas em Campo Grande. Um deles é Gerson Palermo, 59, com pelo menos 30 deles dedicado ao tráfico de entorpecentes. Conforme a PF, a cocaína trazida da Bolívia para o Brasil era de “extrema qualidade”.
Titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes e responsável pela investigação, o delegado federal José Antonio Franco afirmou hoje pela manhã que toda a quadrilha que atuava em vários estados era comandada de Campo Grande, através das ordens de Gerson. “Ele governava a quadrilha com mão de ferro”, disse o delegado que estima que 25 pessoas tinham envolvimento com o grupo criminoso em entrevista ao Correio do Estado.
O traficante já foi preso outras três vezes pela Polícia Federal, a última prisão ocorreu em 2000, logo depois dele e mais sete comparsas sequestrarem aeronave Boeing 737-200 da Vasp.
O avião saiu de Foz do Iguaçu (PR) e iria para São Luis (MA), mas no caminho teve rota alterada e pousou no interior do Paraná. Do compartimento de cargas da aeronave, o grupo levou R$ 5 milhões em malotes do Banco do Brasil.
Ainda conforme o portal do jornal Correio do Estado, também foram presos em Campo Grande Silvana Melo Sanches – esposa de Gerson -, Milton Motta Junior, Osvaldo Inácio Barbosa e Hugo Leandro Tognini. Gerson e a esposa foram detidos em casa, no Jardim Antártica.
Os mandados foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Sete mandados de condução coercitiva foram expedidos pela Justiça e quatro deles foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, três na Capital e um em Dourados.
Outro integrante da quadrilha é um dono de aeródromo localizado na zona rural de Corumbá. Policiais fizeram buscas no estabelecimento, que também é alvo de sequestro de bens, mas ainda não se sabe se o proprietário foi preso.
Quatro detentos de presídios de Santos (SP), Tremembé (SP) e São Paulo capital também integravam a quadrilha, e foram alvos de medidas judiciais hoje.
Caminho
Em relação aos trabalhos atuais da quadrilha, a investigação revelou que a droga era retirada da Bolívia por avião, e cruzava os céus de Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso com destino ao sudeste do Brasil. A distribuição da droga para as cidades era feita por terra. Durante a operação de hoje, policiais apreenderam 30 veículos e quatro aeronaves da quadrilha, uma dela estava em Corumbá.
A qualidade da droga traficada era tamanha que agentes afirmam que na diluição da cocaína era possível triplicar o montante do entorpecente. A PF suspeita que a droga também fosse traficada para outros países.
Ainda conforme o site, para legalizar o dinheiro do tráfico, a quadrilha usava o trabalho de advogados que atuavam em Goiás, e conseguiam comprar imóveis e outros bens por meio de laranjas. Hoje foram bloqueados R$ 7,5 milhões da quadrilha que estavam divididos em 68 contas.
Todos os presos responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico – qualificado por ser internacional -, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, falsificação de documentos e falsificação de documento trabalhista.




















