Papiloscopista é preso após disparo dentro de bar nos Altos da Afonso Pena

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A ocorrência foi encaminhada para Depac - Cepol

Confusão terminou em luta corporal, tiro e frequentadores contendo suspeito no Bairro Chácara Cachoeira

Uma confusão dentro de um bar terminou com disparo de arma de fogo, luta corporal e a prisão de um papiloscopista da Polícia Científica na noite deste sábado (16), em Campo Grande. O caso aconteceu em um estabelecimento localizado na Rua Abdul Kadri, no Bairro Chácara Cachoeira, região dos Altos da Afonso Pena.

Segundo informações do boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar realizavam patrulhamento pela Avenida Afonso Pena quando receberam, via rádio, a informação sobre disparos de arma de fogo no bar. A guarnição foi a primeira a chegar ao local e encontrou frequentadores contendo um homem no chão, de 37 anos.

Testemunhas relataram aos policiais que o suspeito teria se apresentado como policial, entrado no bar em estado alterado e efetuado um disparo de arma de fogo após um desentendimento com outras pessoas no estabelecimento.

De acordo com o proprietário do bar, a confusão começou dentro do local e o homem acabou sendo retirado pelos presentes. Pouco tempo depois, ele retornou armado e entrou novamente no estabelecimento com a pistola em mãos.

Ainda conforme o comerciante, ao tentar impedir a ação do suspeito, houve uma luta corporal entre os dois. Durante a confusão, um disparo foi efetuado e o projétil passou próximo à perna esquerda do empresário. Apesar de não ter sido atingido, ele sofreu queimaduras provocadas pelos gases do disparo.

Frequentadores conseguiram conter o suspeito e retirar a arma dele antes da chegada da polícia. Aos militares, os populares entregaram uma pistola Imbel calibre .40, desmuniciada, além de um carregador com oito munições intactas. Também foram recolhidas uma cápsula deflagrada e uma munição intacta que teria sido ejetada durante a ação.

Conforme a Polícia Militar, devido à grande quantidade de pessoas no estabelecimento, o local não pôde ser preservado para perícia.

O suspeito foi identificado como um papiloscopista da Polícia Científica, órgão de Perícia Técnica. Segundo a ocorrência, ele apresentava sinais de embriaguez, estava bastante agitado e possuía lesões no rosto e no nariz.

Em depoimento aos policiais, ele afirmou que teria sido agredido durante a confusão e que o disparo ocorreu enquanto tentava segurar a arma após cair no chão. O homem recusou atendimento médico e pediu para ser encaminhado diretamente à delegacia para realização de exame de corpo de delito.

Ele foi algemado por questões de segurança e levado para a delegacia, onde o caso foi registrado e segue sob investigação.