Banda Rosa de Saron se apresenta após missa que marca início da mobilização em MS
Quando o sol começar a se pôr sobre o lago do Parque das Nações Indígenas, fé e mobilização social vão ocupar o mesmo espaço. Neste sábado (21), Campo Grande recebe a abertura solene da Campanha da Fraternidade 2026, tradicional iniciativa da Igreja Católica realizada durante a Quaresma.
A programação começa às 17h, com concentração e abertura oficial na área de grandes eventos do parque. Às 18h será celebrada a Santa Missa e, logo após, o público acompanha show gratuito da banda Rosa de Saron, uma das principais referências da música cristã contemporânea no país.
A entrada é gratuita, e a expectativa é de participação de paróquias de Campo Grande e também de outros municípios de Mato Grosso do Sul.
Tema deste ano
Em 2026, a campanha traz como tema “Fraternidade e Moradia” e o lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A proposta é promover reflexão sobre o direito à habitação digna como expressão concreta da fé e do compromisso social.
Segundo a CNBB, o Brasil enfrenta déficit de cerca de 6 milhões de moradias, além de aproximadamente 26 milhões de residências consideradas inadequadas — muitas sem saneamento básico, com estruturas precárias ou em situação de superlotação.
O arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, afirmou que a campanha vai além da denúncia social e busca incentivar ações práticas nas comunidades.
“Cada comunidade deve ser criativa e descobrir de que maneira vai viver concretamente a campanha. É realmente o tipo de iniciativa em que a parceria com o poder público é essencial, junto com o trabalho de conscientização”, destacou.
Atração musical
Com mais de três décadas de trajetória, o Rosa de Saron surgiu em Campinas (SP) e se consolidou nacionalmente ainda nos anos 1990. O grupo soma milhões de seguidores nas redes sociais e centenas de milhões de visualizações no YouTube, mantendo forte presença no cenário da música cristã brasileira.
Origem da campanha
A Campanha da Fraternidade é realizada anualmente durante a Quaresma, período litúrgico marcado por jejum, penitência e caridade. A iniciativa surgiu em 1962, na Diocese de Natal (RN), inicialmente como forma de fortalecer ações sociais da Igreja diante da redução de recursos internacionais.
No ano seguinte, sob incentivo de Dom Hélder Câmara, a mobilização ganhou alcance nacional. Desde 1964, passou a ser realizada em todo o país, consolidando-se como um dos principais momentos de reflexão e engajamento social dos católicos brasileiros.
A cada ano, um novo tema é escolhido para estimular debates e atitudes concretas diante de desafios sociais contemporâneos — e, neste sábado, Campo Grande será palco do início oficial dessa mobilização em Mato Grosso do Sul.




















