Fusão DEM-PSL nasce ‘grande pequeno’ em MS com senadora na direção

623

A articulação nacional de ‘novo partido’ da fusão DEM-PSL, nascerá ou surgirá grande no Brasil, levando em cosideração os números atuais, mas pode também ser ao contrário e não ter a total musculatura que se soma hoje, tanto nacional, como principalmente em Mato Grosso do Sul. No Estado, à principio mais perde do que ganhará, pois nomes de pesos de ambas as siglas já estão propensos a sair das atuais agremiações e quiça não querem ficar no resultado da fusão, entre um partido de direita e outra da extrema-direita, onde ambos tem pontos negativos expostos.

Em MS, a senadora Soraya Thronicke (PSL) é cotada para assumir o novo partido a ser criado, que pode perder os outros três parlamentares existente hoje. E não deve ganhar, a ministra Tereza Cristina Dias, que é deputada federal licenciada do DEM, e que também deve levar consigo os dois deputados estaduais da sigla, onde todos podem se filiar ao PP (Progressistas). A nova sigla, que pode ser chamada de Democracia Liberal, surge como a maior da Câmara dos Deputados, com 81 parlamentares e sete senadores. Contudo, as articulações e quase fechada fusão nacional, devem mexer com o rumo da política em MS.

Fusão DEM-PSL nasce 'grande pequeno' em MS com senadora na direção
ACM Neto e Bivar

Os presidentes nacionais do PSL, Luciano Bivar, e do DEM, Antônio Carlos Magalhães Neto, estão otimistas e pretendem bater o martelo sobre a fusão até os próximos dias, no mês de outubro. A expectativa é ter o aval da Justiça Eleitoral em até quatro meses. Bivar deverá ser o presidente, enquanto ACM ficará com a secretaria geral. A tendência é repetir esse organograma em MS, com o PSL indicando o presidente, que seria a senadora Soraya, e o DEM ficando na secretaria geral.

PequenoFutura Democracia Liberal MS pode ficar sem todos atuais eleitos

A fusão, pode até ter agravado, mas até não é a primeira barreira ou decisão de que os atuais filiados ao DEM deixem a sigla. Tereza Cristina já havia anunciado que deve acompanhar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), em outra nova sigla, que ele tem procurado. Atualmente, eles estariam embarcando no PP, que em MS tem Alcides Bernal, e os deputados estaduais Gerson Claro e Evander Vendramini, atual mandatário dos Progressistas Sul-matogrossenses.

Já os também deputados estaduais José Carlos Barbosa, o Barbozinha, e Zé Teixeira, primeiro secretário da Assembleia Legislativa, estariam dispostos a acompanhar a ministra. Dizem que a decisão só será tomada na abertura da janela partidária, em março.

O lado do PSL de MS é que pode perder ainda mais, ficando sem os atuais quatro deputados eleitos em 2018. O Coronel David (estadual), já saiu a tempos da legenda, por brigas internas. O capitão Contar (estadual) e Luiz Ovando (federal) são famosos pela fidelidade a Bolsonaro. Assim, é certo o abandono de onde foram eleitos, pois eles já definiram que aguardam o partido a ser definido para mudar de sigla.

Loester Trutis (Federal) ainda está filiado, mas chegou a ser afastado do comando do PSL por Soraya, em 2020, ao ignorar o acordo para tentar ser candidato a prefeito da Capital no lugar do então vereador Vinicius Siqueira.

Grande – Futura Democracia Liberal MS ganhará grande espaço e ‘poder’

Fusão DEM-PSL nasce 'grande pequeno' em MS com senadora na direção

Contudo, o novo partido ganhará musculatura estadual e pode disputar a sucessão estadual em 2022, contra o candidato de Reinaldo Azambuja (PSDB). Primeiro, porque a senadora Soraya, até para futuras negociações, já se lançou como pré-candidata a governadora.

E o novo partido poderá receber novos filiados, já que disporá de dinheiro e tempo de televisão para a campanha eleitoral em 2022. Como o cálculo é feito com base no tamanho da bancada eleita na eleição anterior, a fusão garantirá o maior recurso do fundo eleitoral para o novo partido. Com base no montante dividido no ano passado, DEM-PSL terão R$ 320 milhões para a campanha. Também terão o maior tempo de TV.

Uma opção, que seria em tese esdrúxula, para ganhar um nome ‘conhecido’, com a possível perda de sete parlamentares, é a deputada federal Rose Modesto (PSDB), que vem articulando abandonar o ninho tucano para ser candidata por outro partido.

Rose, já recebeu convite de Bivar e Soraya para se filiar ao PSL. E com o grande atrativo, pode chegar na campanha com mais dinheiro e tempo no horário eleitoral para disputar o Governo.