Veranico atinge fase decisiva das lavouras e pode provocar revisão na safra
Após mais de 20 dias sem chuvas regulares em municípios do sul de Mato Grosso do Sul, produtores rurais começaram a contabilizar os primeiros impactos diretos da estiagem sobre a safra de soja. Levantamento divulgado na sexta-feira (27) pela Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja-MS) aponta que cerca de 640 mil hectares já apresentam prejuízos provocados pelo período seco.
De acordo com o boletim técnico, o veranico comprometeu o desenvolvimento das lavouras em cidades como Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Amambai. Os dados consideram informações consolidadas até a segunda quinzena de fevereiro.
Segundo os técnicos, a estiagem atingiu principalmente áreas em fase de enchimento de grãos, etapa considerada decisiva para a definição da produtividade. Foram identificados sinais de perda de vigor das plantas e redução do potencial produtivo, além de atrasos em algumas operações agrícolas devido à irregularidade das chuvas.
A região sul concentra o maior volume de áreas impactadas entre as macrorregiões monitoradas. Em determinados municípios, o período sem precipitações ultrapassou três semanas consecutivas, levando produtores a revisarem as expectativas de rendimento por hectare.
Nesta safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul possui 4,794 milhões de hectares plantados com soja. A estimativa inicial aponta produção de 15,195 milhões de toneladas, com crescimento de 5,9% na área cultivada em relação ao ciclo anterior.
O boletim da Aprosoja indica, no entanto, que as projeções podem ser revisadas caso a estiagem continue nas próximas semanas. A produtividade final ainda dependerá do comportamento climático até o encerramento da colheita, que segue sendo monitorada pelos técnicos nas principais regiões produtoras do Estado.




















