PF faz busca e apreensão em endereço ligado a Sérgio Reis e deputado federal

913
Sérgio Reis divulgou áudio ameaçando o STF (Foto: Divulgação)

Ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou mandados, pedidos pela PGR, para apuração de crime contra a democracia

O cantor Sérgio Reis e o deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) são alvos de busca de apreensão da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (20). Conforme a instituição, os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, a pedido da PGR (Procuradoria Geral da República). 

O objetivo é “apurar o eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes”.

Ao todo, 29 mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes e atendem a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Agentes da Polícia Federal (PF) foram ao menos a quatro endereços no Rio e em Brasília ligados ao cantor e ao deputado.

Os agentes se dirigiram a endereços aos estados de Santa Catarina (6), São Paulo (2), Rio de Janeiro (1), Mato Grosso (1), Ceará (1) e Paraná (1), além do Distrito Federal (1). Os agentes estiveram no gabinete de Otoni de Paula, na capital federal, segundo informações da Record TV.

Já Sérgio Reis tem casa em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo.

Relembre as declarações

Sérgio Reis virou alvo de críticas nos últimos dias após o vazamento de um áudio em que o artista defendia a paralisação dos caminhoneiros para pressionar o Senado a afastar ministros do Supremo.

Após o episódio, subprocuradores gerais pediram à PGR, no Distrito Federal, a abertura de uma investigação a respeito do caso.

Já Otoni foi denunciado pela PGR ao STF em julho de 2020 pelos supostos crimes de difamação, injúria e coação em vídeos com ataques e ofensas a Alexandre de Moraes. No mês seguinte, a Justiça de São Paulo determinou a exclusão das postagens.

O caso envolve dois vídeos gravados pelo parlamentar em que criticou Moraes pela decisão que libertou o blogueiro Oswaldo Eustáquio, mas o proibiu de usar as redes sociais.

No vídeo, Otoni chama Moraes de “lixo”, “tirano” e “canalha”, entre outras ofensas. Na ocasião, o deputado era um dos vice-líderes do governo Bolsonaro. Ele já deixou o cargo.

Otoni depois pediu desculpas e disse que “extrapolou”.

Moraes é o relator do inquérito que investiga a organização e o financiamento de atos antidemocráticos. O deputado e o blogueiro são investigados no inquérito.

Fonte: R7/G1