Mudanças atingem Assembleia, Câmara e até o Senado no Estado
Troca de partidos, reconfiguração de forças e novas alianças: o fim da janela partidária redesenhou o cenário político na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com mudanças que alteraram o peso das principais siglas no Estado.
O período de migração, encerrado na última semana, provocou uma das maiores reorganizações recentes na Casa. Ao todo, 13 dos 24 deputados estaduais trocaram de partido, impactando diretamente o tamanho das bancadas e o protagonismo das legendas no Legislativo.
Entre os principais movimentos, o MDB foi o mais afetado negativamente, encolhendo de três para apenas um deputado estadual. A sigla perdeu nomes importantes e passou a contar somente com Junior Mochi, evidenciando um processo de esvaziamento político.
O PSDB também perdeu espaço e deixou de ser a maior bancada, reduzindo sua representação para três parlamentares. Apesar de manter nomes como Pedro Caravina e Lia Nogueira e receber reforços como Paulo Duarte e Eduardo Rocha, o partido viu sua influência diminuir no Parlamento estadual.
Na direção oposta, o Republicanos foi o que mais cresceu, saltando de um para quatro deputados. A legenda passou a ocupar posição estratégica após atrair nomes como Pedro Pedrossian, Renato Câmara e Roberto Hashioka, além de manter Antônio Vaz.
O Progressistas também ampliou sua bancada, passando de dois para três deputados, enquanto o PL se consolidou como a maior força da Assembleia, reunindo seis parlamentares e assumindo protagonismo no novo cenário político.
A federação entre União Brasil e PP manteve relevância, somando quatro deputados estaduais. Já o PT foi o único partido que não registrou mudanças, mantendo sua bancada com três parlamentares.
As movimentações também atingiram outras esferas. Em Campo Grande, o vereador Marquinhos Trad deixou o PDT e se filiou ao PV, mirando uma candidatura à Câmara dos Deputados. No plano federal, o PSDB perdeu todos os seus representantes sul-mato-grossenses na Câmara, enquanto o Republicanos ampliou presença ao receber o deputado Beto Pereira.
No Senado, houve alteração com a saída de Soraya Thronicke do Podemos para o PSB, enquanto outras lideranças mantiveram suas posições. No Executivo estadual, o Republicanos também avançou ao filiar o vice-governador Barbosinha.
Outro destaque foi a saída da ex-ministra Simone Tebet do cenário político estadual. Ela deixou o MDB, transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo e se filiou ao PSB, com foco em uma nova disputa eleitoral.
Com a nova configuração, os partidos agora voltam suas atenções para as convenções partidárias, previstas entre julho e agosto do ano eleitoral, quando serão definidos os candidatos e as estratégias para o próximo pleito.




















