
Maior cervídeo da América do Sul apresentava sinais de desidratação e risco devido ao tráfego intenso
Um cervo-do-pantanal em estado de desidratação foi resgatado na manhã desta sexta-feira (21) às margens da BR-262, em Miranda, cidade a 206 quilômetros de Campo Grande. O animal, da maior espécie de cervídeo da América do Sul e classificado como ameaçado de extinção, foi encontrado por um morador próximo à ponte sobre o Rio Miranda, na região do povoado do Salobra.
Equipes da Polícia Militar Ambiental (PMA) foram acionadas imediatamente e realizaram os primeiros atendimentos, fornecendo água e cuidados básicos para estabilizar o cervo antes de transportá-lo com segurança. Segundo os policiais, o animal apresentava sinais evidentes de desidratação e corria risco devido ao intenso fluxo de veículos no local.

Após o resgate, o cervo será encaminhado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), em Campo Grande. Lá, uma equipe multidisciplinar de veterinários e biólogos dará continuidade ao tratamento e monitoramento da espécie, com foco na recuperação e possível reintrodução ao habitat natural.
O cervo-do-pantanal pode atingir entre 1,2 e 1,3 metros de altura e pesar até 140 quilos, sendo os machos maiores que as fêmeas e portadores de galhadas desenvolvidas durante a época de reprodução. No passado, a espécie ocorria em grande parte do Brasil, mas atualmente está restrita a algumas regiões, incluindo Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Tocantins, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Em Mato Grosso do Sul, não é raro observar o cervo-do-pantanal na natureza, principalmente na região do Pantanal, mas a atenção para sua preservação permanece fundamental, dada a condição de ameaça à sua sobrevivência.










