Polícia não sabe a motivação que levou filha a matar os próprios pais em Anastácio

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Delegacia de Anastácio (Foto: Reprodução)

A polícia ainda tenta entender a motivação que levou uma mulher de 26 anos a assassinar os próprios pais, Maria Clair Luzini, de 46, e Vilson Fernandes Cabral, de 50, em Anastácio. O crime aconteceu na última semana e veio à tona no sábado (28). Nessa terça-feira (31), um dos envolvidos nas execuções acabou morto em confronto com uma equipe da Força Tática.

As vítimas foram encontradas no imóvel em que residiam, na Rua Nicandro Saravi, no bairro Vila Juí, nos Altos de Anastácio, com sinais de extrema violência. Vilson estava de bruços, na cozinha, com ferimentos nas costas, abdômen e tórax, além de uma lesão superficial no dorso. Já a esposa estava de barriga para cima, também na cozinha, com ferimentos nos braços e duas perfurações profundas no tórax.

A porta dos fundos estava trancada por dentro com cadeado, enquanto a da frente foi encontrada entreaberta. A perícia acredita que as mortes ocorreram na quinta-feira (26), por volta das 19 horas. A filha, com a ajuda do marido, contratou duas pessoas para executarem os próprios pais.

Na sexta, um destes contratados, identificado David Vareiro Machado, de 24 anos, foi assassinado ao cobrar o pagamento do serviço. O crime foi descoberto quando a equipe policial foi acionada para atender uma situação de lesão corporal por arma branca. Ao chegar no local, o sujeito estava caído no chão, já sem sinais vitais.

Até o momento, apenas a filha do casal foi presa em situação de flagrante. Não há detalhes sobre o depoimento, acredita-se que tenha sido a responsável por planejar o crime. Ela já tem passagens por furto qualificado e tráfico de drogas. O marido dela segue foragido. O segundo contratado, Wellington dos Santos Vieira, de 27 anos, morreu em confronto com a polícia na madrugada dessa terça.

Na ocorrência, a Força Tática foi informada sobre o paradeiro dele, que estaria escondido em uma casa no Bairro Cristo Rei. Nas diligências, o homem foi localizado, mas reagiu à abordagem, sacando uma faca e avançando contra os policiais. Na autodefesa, efetuaram o tiro, ferindo o autor. Ele chegou a ser levado para atendimento, mas não resistiu e morreu.

A investigação também apontou que o casal morto tinha histórico de violência doméstica. Inclusive, Vilson foi preso em 2025 ao ameaçar a esposa, mas pagou a fiança no valor de R$ 1 mil e conseguiu ser liberado, ficando proibido de se aproximar da companheira e familiares. Um mês depois, foi preso novamente ao ameaçar degolá-la e, outra vez, conseguiu a liberdade pagando fiança.