Publicado em 06/06/2017 19h40
Poupança fecha maio com o 1º saldo positivo do ano, diz BC
No mês passado, foram depositados R$ 180,1 bilhões e sacados R$ 179,9 bilhões da aplicação
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Os depósitos na caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 292,6 milhões no mês de maio, de acordo com dados revelados nesta terça-feira (6), pelo BC (Banco Central). Trata-se do primeiro resultado positivo da aplicação registado neste ano em que a caderneta acumula um déficit de R$ 18,3 bilhões entre janeiro e maio.
O resultado positivo foi fruto de R$ 180.193.653 bilhões depositados e R$ 179.901.057 bilhões sacados da aplicação.
Em maio do ano passado, houve saques líquidos de R$ 6,591 bilhões e, em abril de 2017, retiradas de R$ 1,271 bilhão. Foi a primeira captação líquida mensal registrada em 2017.
Os dois últimos dias do mês (30 e 31), quando geralmente o volume de depósitos sobe em função do pagamento de salários, foram fundamentais para maio fechar no azul. Juntos, este dois dias somaram R$ 4,525 bilhões em depósitos na poupança, já descontados os saques.
Em 2015 e 2016, a crise econômica acirrou os saques, com as famílias mais retirando do que colocando recursos na poupança para fazer frente às despesas. Em 2017, o fenômeno voltou a ocorrer, com retiradas líquidas em janeiro, fevereiro, março e abril. Em maio, porém, houve captação líquida.
De acordo com o BC, o total de aplicações na poupança em maio foi de R$ 180,194 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 179,901 bilhões. O estoque do investimento na poupança está em R$ 665 508 bilhões, já considerando os rendimentos de R$ 3,303 bilhões de maio.
No acumulado de 2017, a poupança registra saques líquidos de R$ 18,380 bilhões, resultado de aportes de R$ 826,041 bilhões e retiradas de R$ 844,421 bilhões. No ano passado, em meio à crise R$ 40,702 bilhões saíram da poupança.
Além da influência da crise econômica, a poupança vinha perdendo espaço para outros investimentos, considerados mais atrativos. A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial) — esse cálculo vale para quando a Selic (a taxa básica de juros) está acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa está em 10,25% ao ano.
