
Mais de 4 mil áreas seguem pendentes às vésperas do fim do prazo obrigatório
Faltando horas para o relógio zerar, quase 1 milhão de hectares de soja ainda não apareceram no mapa oficial da safra 2025/2026 em Mato Grosso do Sul. O alerta foi reforçado pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), que lembra: o prazo para o cadastro obrigatório do plantio termina neste sábado (10) e não haverá prorrogação.
Segundo a agência, mais de 4 mil fichas de cadastro seguem pendentes nesta reta final, o que representa uma área expressiva sem registro formal. A estimativa da Aprosoja-MS é que o Estado tenha cerca de 4,5 milhões de hectares cultivados com soja nesta safra, mas até o início da semana pouco mais de 2,7 milhões haviam sido declarados no sistema.
O cadastro é exigido por lei estadual e deve ser feito diretamente no site da Iagro, por meio da plataforma de serviços. Produtores que deixarem de informar o plantio estão sujeitos a multa de R$ 5.923, valor correspondente a 100 UFERMS (Unidades Fiscais de Referência de Mato Grosso do Sul).
Além do caráter legal, a Iagro destaca que a declaração das áreas é fundamental para o trabalho de defesa sanitária. O mapeamento permite o monitoramento do vazio sanitário de 90 dias durante a entressafra, medida essencial para prevenir a disseminação da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.
Mato Grosso do Sul reúne cerca de 17 mil propriedades produtoras de soja. Neste ciclo, as maiores áreas cultivadas estão concentradas em municípios como Maracaju, Ponta Porã, Sidrolândia, Dourados e Rio Brilhante — justamente regiões onde o ritmo de cadastramento ainda preocupa a fiscalização.
O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, reforçou que o prazo se encerra neste sábado e não será estendido. Já o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, fez um apelo direto aos produtores.
“Estamos muito próximos do fim do prazo e ainda com um volume expressivo de áreas sem cadastro. Isso fragiliza o trabalho de defesa sanitária e expõe o Estado a riscos que podem ser evitados. O cadastro é uma ferramenta básica de proteção da própria lavoura e do setor como um todo”, afirmou.
A orientação é que os produtores regularizem a situação o quanto antes para evitar penalidades e contribuir com a segurança sanitária da principal cultura agrícola do Estado.


















