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sábado, 30 de agosto, 2025
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Preço do café sobe mais de 38% e vira vilão da cesta de consumo

O café, item indispensável na mesa dos brasileiros, tem pesado cada vez mais no bolso do consumidor. De acordo com o levantamento “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, o preço do café em pó e em grãos acumulou alta de 38,4% entre dezembro de 2024 e julho de 2025, passando de R$ 53,90 para R$ 74,14.

A disparada tem impacto direto na cesta de consumo, já que o café é um dos produtos mais presentes no dia a dia dos lares de todas as regiões do país. “A pressão sobre os preços reflete tanto a oferta limitada quanto fatores externos, como custos logísticos e a volatilidade cambial”, explica Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid.

Café em alta, outros produtos estáveis

Enquanto o café dispara, outros itens de grande consumo apresentaram reajustes bem mais modestos no mesmo período. Margarina, creme dental, leite em pó e pão, por exemplo, subiram entre 1,2% e 4,4%.

Em julho, o café em pó e em grãos avançou 2,5% no Centro-Oeste, região que também registrou aumentos expressivos em produtos como frango (+4,8%) e desinfetante (+4,4%).

Alívio com arroz, feijão e ovos

Se por um lado o café pesa mais no bolso, por outro, alguns alimentos básicos ajudaram a aliviar o orçamento das famílias em julho. Arroz, feijão e ovos tiveram queda de preços, acompanhados pelos legumes, que lideraram o recuo no mês.

  • Legumes: queda de 11,2%, de R$ 6,06 em junho para R$ 5,38 em julho;
  • Ovos: retração de 8,2%;
  • Arroz: baixa de 4,9%, passando de R$ 5,40 para R$ 5,14;
  • Feijão: recuo de 3%, de R$ 6,61 para R$ 6,41.

As variações mostraram diferenças regionais. No Sudeste, os legumes caíram 12,9% e os ovos 5,4%. Já no Nordeste, arroz e feijão recuaram 4,9% e 3,3%, respectivamente. No Sul, a farinha de mandioca subiu 11,9%, mas os legumes caíram 14,6%. O Norte registrou alta de 4,4% na carne suína, mas forte queda de 31,4% nos ovos.

Curiosidade: o café mais caro do mundo tem ligação com o Brasil

Enquanto os preços do café comum sobem no país, o Espírito Santo abriga uma das iguarias mais caras do mundo: o Jacu Bird Coffee, produzido a partir de grãos selecionados e expelidos pelo pássaro Jacu. Conhecido como “café de cocô de pássaro”, pode custar mais de R$ 700 o quilo e é exportado para mercados de luxo no Japão, Inglaterra e Estados Unidos.

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