Preço do eucalipto sobe mais de 30% em um ano em MS e atinge maior valor da série

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Estado soma 1,89 milhão de hectares cultivados com eucalipto (Foto: Reprodução/Acrissul)

Alta é puxada pela forte demanda da indústria de celulose e expansão de fábricas no estado

O eucalipto, base da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul, ficou mais caro e confirmou a força do setor florestal no estado. Em um intervalo de 12 meses, o preço da madeira subiu mais de 30%, impulsionado pela alta demanda das fábricas e pela expansão da capacidade industrial.

Dados do Departamento Técnico da Famasul mostram que o valor médio do metro cúbico empilhado — conhecido como metro estéreo (mst) — passou de R$ 137,47 em novembro de 2024 para R$ 179,46 em novembro de 2025, uma valorização de 30,6%. As informações constam no boletim Casa Rural, divulgado nesta semana.

O levantamento considera a modalidade “árvore em pé com casca” e ouviu sete empresas de diferentes segmentos da cadeia produtiva, entre compradores e vendedores de eucalipto. A pesquisa tem como base principalmente as regiões de Campo Grande e Três Lagoas, que concentram parte significativa da produção florestal do estado.

Segundo o boletim, a alta nos preços vem sendo observada em várias regiões de Mato Grosso do Sul e está diretamente ligada ao aumento da demanda por madeira voltada à produção de celulose. A ampliação da capacidade industrial tem mantido o mercado aquecido e sustentado a valorização da matéria-prima.

A expectativa é de que esse cenário continue no médio prazo. A construção de uma nova fábrica de celulose da Bracell, no município de Bataguassu, deve ampliar ainda mais o consumo de eucalipto e influenciar os preços no estado.

Atualmente, Mato Grosso do Sul soma 1,89 milhão de hectares cultivados com eucalipto, distribuídos em 74 municípios. A maior concentração está na costa leste, onde se consolidou o chamado cluster da celulose.

Dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA) indicam que Ribas do Rio Pardo lidera a área plantada no estado, com 26,8% do total, o equivalente a cerca de 506,5 mil hectares. Em seguida aparecem Três Lagoas, com 19,2% da área cultivada (aproximadamente 362,8 mil hectares), e Água Clara, com 10,5%, o que representa cerca de 198,4 mil hectares.