A construção de um viaduto no macroanel rodoviário e de uma nova rua de acesso à região das Moreninhas forçou a Prefeitura Municipal de Campo Grande a promover a desapropriação de 66 áreas particulares. Todos os termos foram publicados na edição desta segunda-feira (23) do Diário Oficial do Município (Diogrande), sendo que a indenização aos donos será custeado através de recursos próprios.
Em comum, todos os decretos publicados foram assinados pela prefeita Adriana Lopes e trazem apenas a relação dos imóveis, sem especifica as ruas, mas somente quadras e lotes dos mesmos. Conforme o texto, estes imóveis ficam declarados como sendo de utilidade pública, facilitando a parte processual dos projetos.
Destas, apenas para atender ao projeto do novo acesso às Moreninhas foram 52 propriedades desapropriadas, dos quais 24 ficam no Jardim Pacaembu, outros 17 no Campo Alto, cinco no Universitário e seis na região da Sitiócas Alvorada.
A obra em questão foi anunciada no começo no segundo semestre do ano passado sendo fruto da parceria entre Governo do Estado e a Prefeitura. A previsão era para o alargamento da Avenida dos Cafezais, com recapeamento e duplicação da pista que vai do cruzamento com a Gury Marques até a rotatória com a Avenida Delegado Alfredo Hardman.
As áreas desapropriadas ficam em um trecho entre o final da Rua Alto da Serra, nas Moreninhas, e a Rua Salomão Abdalla, prolongamento da rodovia federal BR-163 já nos fundos dos bairros Jardim Pacaembu e Campo Alto.
Já para a construção do viaduto no anel rodoviário a Prefeitura desapropriou 14 terrenos que ficam na região do bairro Jardim Veraneio. O projeto prevê a construção a partir da Avenida Desembargador Leão Neto do Carmo, facilitando o acesso ao bairro Chácara dos Poderes.
De acordo com a Prefeitura, o viaduto é necessário diante do aumento do tráfego de veículos na região com a expansão imobiliária. A construtora Plaenge, empreendedora de um projeto de moradias de alto padrão, vai construir o viaduto orçado em R$ 25 milhões. As despesas de desapropriação ficariam a cargo do Município.
O viaduto foi projetado para quatro vãos, com acostamento, ciclovia e faixa de pedestre no entorno, também levando em conta o plano de duplicação do anel viário que liga as saídas para Três Lagoas e Cuiabá. Levantamento da prefeitura estimou movimento diário no trecho de 9.305 veículos, com maior tráfego nos horários de entrada e saída dos alunos no campus da Uniderp Agrárias.
Todos as áreas desapropriadas podem ser conferidas nas páginas 1 e 2 do Diogrande. Clique aqui para acessar.




















