23/01/2017 13h00
Prefeitura negocia redução de custos de convênio com Exército
PMCG
Técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) já começaram a discutir com oficiais do Exército a revisão de alguns itens do orçamento para o recapeamento do corredor de transporte coletivo sudoeste. A obra abrange 12 quilômetros de vias, incluindo as ruas Guia Lopes, Brilhante, Marechal Deodoro e Bandeirantes.
A partir destas adequações é que será dada ordem de serviço para, provavelmente em fevereiro, fazer o recapeamento do primeiro trecho: são 2,43 quilômetros na Rua Guia Lopes, entre a Afonso Pena e a Rua Brilhante, orçada em R$ 800 mil, aproximadamente. Ano passado, a prefeitura antecipou ao Exército R$ 1,4 milhão para as obras.
A prefeitura tem o objetivo de reduzir em até 10% os chamados custos indiretos para que haja a equiparação dessas despesas (basicamente o de instalação dos canteiros de obras e depreciação de equipamentos) com os de uma empresa privada. Sem esta revisão, a obra executada pelos militares sairia 8,75% mais cara do que se fosse feita por uma empresa privada. Ao calcular economia de R$ 4,5 milhões, a gestão anterior não levou em conta tudo o que envolve a montagem do canteiro de obras.
A revisão destes valores também é defendida pelos engenheiros da Caixa Econômica Federal, que discordaram de alguns itens que acabariam encarecendo o custo final da obra. Pela planilha do Exército, o valor final da obra sairia por R$ 24 milhões, sendo R$ 4,5 milhões com estes custos e R$ 19,5 milhões com o recapeamento propriamente dito.
Na planilha das empresas o preço final seria R$ 21,9 milhões, com R$ 2,4 milhões de custo indireto. O secretário Rudi Fiorese explica que esta diferença é porque o Exército terá de trazer máquinas, equipamentos e até os profissionais de outras unidades (fora do Estado).
Com adoção deste formato de convênio para execução do recapeamento do corredor sudoeste, a prefeitura terá de antecipar os recursos para o Exército e depois ser ressarcida com o dinheiro de um financiamento de R$ 110 milhões, contratados em 2013 junto à Caixa, como parte do Projeto de Mobilidade Urbana. Este procedimento é diferente do aplicado quando a obra é executada por uma empresa privada.
Neste modelo, a empreiteira custeia a obra, e faz medição. A Caixa Econômica avalia o serviço e libera o pagamento. “Tivemos uma primeira reunião com os representantes do Exército e eles foram muitos receptivos aos nossos argumentos. Temos uma relação muito boa com a corporação, que é das mais respeitáveis instituições brasileiras. Estamos dando a este convênio o mesmo tratamento aplicado em relação a todos os contratos, determinado por um decreto do prefeito. Todos estão sendo avaliados quanto a sua legalidade e com revisão das planilhas de custo”, concluiu o secretário.




















