Prisão de militar que matou esposa e jogou em BR é mantida pela justiça

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Militar foi preso nesta segunda-feira (07). (Foto: Kísie Ainoã/CGNews)

Prisão foi convertida de flagrante para preventiva

Nesta terça-feira (8) foi realizada audiência de custódia de Tamerson Ribeiro Lima de Souza, de 31 anos, acusado de matar a esposa, Natalin Nara Garcia de Freitas Maia, de 22 anos e jogar o corpo as margens da BR-060 na Capital. A justiça converteu sua prisão em flagrante para preventiva.

A advogada de defesa responsável pelo caso, argumentou na tentativa de conseguir liberdade provisória, afirmando que o militar possui residência fixa, não possui antecedentes, alegando também que o mesmo não foi preso em situação de flagrante e ainda confessou o crime.

Porém a justiça, entendeu que o crime de ocultação de cadáver seria de caráter permanente, “que inclusive tem a finalidade de dificultar ou ocultar provas de outro crime”. Afirmando que a prisão em flagrante ocorreu dentro da lei.

O juiz Albino Coimbra Neto descreveu que o crime foi praticado com requintes de crueldade, “aliado a ser militar da aeronáutica, ou seja, devendo ter reputação ilibada e ser exemplo à sociedade”.

Sendo assim, foi realizada a prisão preventiva de Tamerson. Segundo a FAB (Força Aérea Brasileira), ele ficará sob custódia da organização militar.

O crime

Os avanços nas investigações apontam para que a jovem tenha sido assassinada na sexta-feira (4) na residência do casal. A possível causa da morte seria asfixia, no entanto, a jovem também possui fratura no pescoço e no braço, além de ferimentos que se assemelham com queimaduras na região das pernas.

Tamerson apresenta uma versão que não condiz com as marcas encontradas no corpo da vítima. Ele alega que foi agredido pela esposa, que chegou embriagada em casa durante a madrugada. Para se defender, tentou segurá-la aplicando um golpe mata-leão e então ela desmaiou. Ao tentar acordá-la, percebeu que estava morta.

Com medo de ser preso, Tamerson colocou o corpo no porta-malas do veículo e no outro dia levou a filha, de 4 anos, para a escola, com o corpo dentro do carro. Feito isso, seguiu para a rodovia e o jogou o corpo à margem da BR em um local de matagal.

O suspeito teria então seguido para a Base Aérea e chegou a se encontrar com uma acompanhante para “desabafar”, segundo ele. Não houve relacionamento sexual entre os dois e ele teria contado sobre seu relacionamento, sem mencionar que havia matado a esposa.