Professora da UFMS é premiada nacionalmente pelo CNPq por pesquisas em biomas

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(Foto: Divulgação/UFMS)

Letícia Couto venceu na categoria Estímulo do Prêmio Mulheres e Ciência, voltada a pesquisadoras que concluíram doutorado após 2010, e será homenageada em Brasília

A cientista sul-mato-grossense Letícia Couto, professora do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), foi reconhecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na segunda edição do Prêmio Mulheres e Ciência. O prêmio destaca mulheres que se destacam em pesquisa científica e será entregue em cerimônia no dia 5 de março, em Brasília.

Letícia foi premiada na categoria Estímulo, destinada a pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir de 2010, e se destacou na área de Ciências da Vida. Ela é fundadora e coordenadora do Laboratório de Ecologia do Inbio, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, e dedica seu trabalho à restauração, intervenção e conservação dos biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.

Nesta edição, o prêmio recebeu 684 inscrições de todo o país e contemplou quatro categorias: Incentivo, voltada a jovens cientistas de 15 a 29 anos; Estímulo; Trajetória, para pesquisadoras que concluíram o doutorado até 2009; e Mérito Institucional, destinado a instituições com ações estratégicas em igualdade de gênero. Letícia foi a única contemplada de Mato Grosso do Sul, entre vencedoras de estados como Espírito Santo, Bahia, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Pará e Piauí.

“Fiquei surpresa e muito feliz. É muito importante receber um prêmio nacional concorrendo com mulheres de várias áreas do país, ainda mais sendo um reconhecimento do CNPq. Sinto que represento muitas parceiras de pesquisa e espero que isso também incentive a nova geração de mulheres na ciência que estamos formando”, afirmou a professora.

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Letícia concluiu mestrado em Ecologia na mesma instituição e doutorado em Biologia Vegetal pela Unicamp, em 2015, além de pós-doutorado no Centro de Referência em Informação Ambiental, em Campinas (SP). Seu trabalho também recebeu reconhecimento internacional, em parceria com o povo indígena Kadiwéu, pelo plantio e conservação de árvores pau-santo.

O Prêmio Mulheres e Ciência é uma iniciativa do CNPq, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Ministério das Mulheres, o British Council no Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe. A premiação tem como objetivo aumentar a participação feminina na ciência, fortalecer a equidade de gênero, étnica e racial e dar visibilidade às pesquisas conduzidas por mulheres em todo o país.