Evento integrou mobilização nacional e contou com discursos de lideranças políticas e pré-candidatos
Bandeiras do Brasil, camisetas verde e amarelo e discursos políticos marcaram a manhã deste domingo (1º) na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande. O local foi ponto de encontro de manifestantes que participaram do movimento nacional “Acorda Brasil”, mobilização convocada por lideranças ligadas à direita política e realizada simultaneamente em diversas cidades do país.
Na Capital sul-mato-grossense, o ato começou por volta das 8h, horário antecipado em razão do calor intenso. A organização estimava reunir cerca de mil pessoas, com previsão de carreata após a concentração inicial. A manifestação foi acompanhada pela Polícia Militar e ocorreu sem registro de incidentes.
Entre as principais pautas apresentadas pelos participantes estavam críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, questionamentos a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e defesa de maior representação conservadora nas eleições de 2026.
A suplente de deputada federal e pré-candidata Luana Ruiz afirmou que o objetivo da mobilização foi demonstrar força política da direita. “A importância da mobilização é mostrar que a direita está em pé. Nosso papel é garantir que não queremos mais quatro anos desse governo e ampliar nossa representação no Congresso”, declarou.
Integrante da organização local, Cassy Monteiro destacou que o ato faz parte de uma convocação nacional e representa um espaço para manifestação democrática. “As pautas hoje se resumem em críticas ao governo Lula e a ministros do Supremo. É um espaço para o brasileiro que está insatisfeito se manifestar dentro da democracia”, afirmou.
O deputado federal Rodolfo Nogueira classificou o movimento como o início de um projeto político voltado às próximas eleições. “É o lançamento de uma frente de manifestações contra o PT e contra o presidente Lula. A direita precisa estar unida para disputar a Presidência e o Senado”, disse.
Durante o evento, o vereador André Salineiro (PL) afirmou que os atos refletem o sentimento de parte da população diante de decisões políticas e judiciais recentes. “Esses movimentos surgem pela sensação de injustiça. As pessoas querem que as instituições atuem conforme a Constituição”, declarou.
Já a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, defendeu a união do campo conservador e afirmou que o momento exige articulação política. Segundo ela, a direita precisa atuar de forma conjunta para fortalecer candidaturas e ampliar espaço institucional.
O ex-deputado estadual Capitão Contar também participou da mobilização e afirmou que o ato representa insatisfação popular. “Esse movimento é o reacendimento do patriotismo e da vontade de mudança. O Brasil precisa estar unido para enfrentar o atual cenário político”, disse.
Entre os participantes, a artesã Viviane Alves, de 48 anos, afirmou que o protesto representa uma forma de posicionamento político. “Estamos aqui para acordar o Brasil e mostrar que não podemos ficar calados diante do que está acontecendo”, declarou.
A advogada Sarah Guimarães destacou que o grupo defende combate à corrupção e maior representatividade política. “Queremos um Congresso que represente o povo, menos impostos e instituições que funcionem com imparcialidade”, afirmou.
Apesar da participação registrada ao longo da manhã, alguns manifestantes avaliaram que o público poderia ter sido maior. O militar aposentado Aparecido dos Santos disse que esperava maior adesão. “Para mudar a situação do país, precisa vir mais gente participar”, comentou.
No cenário nacional, o principal ato ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, reunindo lideranças políticas e apoiadores da direita. As manifestações ocorreram em meio ao início das articulações políticas para as eleições de 2026.













