
Anúncio oficial ocorre nesta segunda-feira em São Paulo após desistência de Ratinho Jr.; governador de Goiás aparece atrás de Lula e Flávio Bolsonaro em pesquisas
O PSD bateu o martelo e definiu quem será o nome do partido na disputa pelo Palácio do Planalto: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, foi escolhido para representar a sigla nas eleições presidenciais deste ano. O anúncio oficial está previsto para a tarde desta segunda-feira (30), na sede nacional do partido, em São Paulo.
A decisão ocorre após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., que era considerado uma das principais apostas do PSD para a corrida presidencial. Com a saída do paranaense, a direção partidária acelerou as articulações internas e consolidou o nome de Caiado como alternativa viável para a disputa nacional.
O movimento acontece em um cenário eleitoral ainda desafiador para o governador goiano. Em simulações recentes, ele aparece atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do pré-candidato Flávio Bolsonaro. Levantamento do instituto Real Time Big Data indica crescimento de Lula nas intenções de voto; em um dos cenários testados, Flávio Bolsonaro aparece com 22%, enquanto Caiado registra 4%.
Disputa interna e alternativas no partido
Nos bastidores, integrantes do PSD apontam que Caiado ganhou força após a saída de Ratinho Jr. da disputa. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também chegou a ser considerado como possível candidato.
Segundo interlocutores da sigla, porém, a avaliação interna é de que Caiado apresenta um cenário político mais estável em seu estado, enquanto Leite enfrenta dificuldades locais, especialmente na articulação para viabilizar um sucessor no governo gaúcho.
Leite se filiou ao PSD no ano passado, em meio a um período de reconfiguração partidária marcado por disputas regionais, perda de protagonismo político e negociações envolvendo uma possível fusão com o Podemos.
Mudança de partido e pré-candidatura
Antes de ingressar no PSD, Caiado era filiado ao União Brasil, legenda que deixou em janeiro deste ano após um processo de desgaste interno iniciado ainda em dezembro de 2025.
Dentro do partido, o governador enfrentava resistência para consolidar sua pré-candidatura ao Planalto, principalmente por causa da federação com o PP (Progressistas), que dificultava a construção de consenso em torno de seu nome.
A filiação ao PSD, presidido por Gilberto Kassab, abriu caminho para que Caiado assumisse protagonismo nacional e passasse a liderar o projeto eleitoral da sigla para a Presidência da República.


















