Quadrilha vendia sementes falsas para produtores de MS e outros estados

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Foto: PCRS

Sementes de má qualidade eram vendidas como sendo boas para o plantio por uma quadrilha, entre os prejudicados com o golpe estão produtores rurais de Mato Grosso do Sul. A investigação que descobriu os autores é da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que nesta quarta-feira (04) deflagrou uma operação em mais três estados do País.

Segundo a apuração, o prejuízo foi estimado em R$ 1,8 milhão por saca. Os trabalhos da polícia começaram no momento em que uma grande cooperativa gaúcha identificou a fraude, ao perceber que 1.500 sacas de milho de alto rendimento, vendidas por um corretor de São Luiz Gonzaga (RS), na verdade, eram falsificadas.

Após o registro da ocorrência, a polícia descobriu que o esquema era formado por empresários do ramo agrícola daquela cidade e também de Santo Cristo (RS), Luís Eduardo Magalhães (BA) e Barreiras (BA).

No golpe, o grupo usava grãos da indústria de ração ou alimentos, de baixa qualidade, e ensacava como sendo de excelente produtividade. Essas sacas falsificadas imitavam as formas das originais. Como parte do ato, indústrias gráficas de São Paulo e da Bahia imprimiam rótulos e embalagens.

Esses produtos eram enviados a diversos estados brasileiros, entre eles Mato Grosso do Sul. Em apenas uma negociação, os criminosos causaram prejuízo de R$ 2 milhões. Por saca, o lucro era de R$ 1 mil, equivalendo a R$ 1,8 milhão por carga negociada. Em 15 meses, o grupo movimentou cerca de R$ 13 milhões.

Chamada de Operação Piratas do Agro, a investida envolveu 120 policiais civis e 15 agentes fiscais agropecuários para cumprir 41 mandados de busca e apreensão, 33 de busca de veículos, 18 bloqueios de contas bancárias e duas de prisão na Bahia e Rio Grande do Sul.