Seleção Feminina enfrenta a Zâmbia por classificação às quartas de final

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Treino da Seleção Feminina nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 (Foto: Sam Robles/CBF)

Empate já garante as Guerreiras do Brasil nas quartas de final em Tóquio

Buscando a classificação para as quartas de final em Tóquio 2020, a Seleção Feminina volta a campo nesta terça-feira (27) para enfrentar a Zâmbia, às 7h30 (horário de MS). A partida é válida pela última rodada da fase de grupos dos Jogos Olímpicos e terá transmissão da Rede Globo, do Sportv e da BandSports. 

Além da vaga na próxima fase, as Guerreiras do Brasil miram a liderança do grupo F. O Brasil está empatado com a Holanda na liderança da chave, com quatro pontos cada, e, para ultrapassar a equipe europeia, precisa pontuar mais ou tirar uma diferença de 2 gols de saldo. Um empate classifica o Brasil sem a necessidade de depender de outros resultados, mas também é possível avançar em caso de derrota.

Estreantes e recordistas

Esta é a primeira vez que a Zâmbia se classifica para uma Olimpíada, mas a seleção africana já quebrou alguns recordes da modalidade nos Jogos. Coletivamente, a equipe sofreu a maior goleada da história do torneio, com o 10 a 3 diante da também estreante Holanda. Mas a atacante Barbra Banda, de apenas 21 anos, dá à Zâmbia motivos para sonhar com a classificação.

A jovem artilheira está empatada com a holandesa Vivianne Miedema, com seis gols marcados na competição. Ambas igualaram o recorde que pertencia à canadense Christine Sinclair de mais gols marcados numa única edição (seis, em Londres 2012). Ela também já é a jogadora africana com mais gols em Olimpíadas, superando a nigeriana Mercy Akide, com quatro tentos, e é a primeira mulher a marcar dois hat-tricks consecutivos nos Jogos.

A Canarinho, por sua vez, é uma das seleções mais tradicionais da modalidade em Olimpíadas. O Brasil tem duas medalhas de prata (Atenas 2004 e Pequim 2008) e é uma das únicas três seleções a participar de todas as edições, ao lado de Estados Unidos e Suécia. Ao todo, são 34 partidas disputadas em Jogos Olímpicos, com 16 vitórias, sete empates e 11 derrotas. 

Prontas para tudo

O mundo está conhecendo a estrela zambiana agora. Mas para a zagueira Rafaelle o talento de Banda não é novidade. Atualmente no Palmeiras, a defensora já enfrentou a africana quando jogava na China, onde Barbra defende o Shanghai Shengli. Rafaelle ressaltou, porém, que o Brasil está pronto para enfrentar qualquer adversário.

“O time está bem preparado, estamos muito focadas e sabemos que será um jogo muito difícil. A Zâmbia tem uma atacante muito boa, já a conheço da China, já a enfrentei algumas vezes no ano passado, mas acho que o time está bem montado. A gente conseguiu, de certa forma, neutralizar um dos melhores times do mundo [Holanda] e acho que temos tudo para sair com a vitória”, avaliou.

“Pernas frescas”

A treinadora Pia Sundhage ressaltou a importância das jogadoras que vêm do banco para a sequência do Brasil na competição. Elogiando o desempenho das jogadoras que foram acionadas no decorrer das partidas contra China e Holanda, ela prometeu mudanças na equipe que vai a campo contra a Zâmbia. O intuito é ter o time na mesma página quanto ao nível físico e de desgaste na maratona de partidas. Além, é claro, de frear a artilheira zambiana.

“Nossa defesa será um pouco diferente. Banda é uma ótima jogadora, e nós fizemos nosso dever de casa. Marcar tantos gols em dois jogos é fantástico, então precisamos solucionar nossa defesa de forma especial. Nós mostramos às jogadoras, conversamos com elas sobre a defesa, mas também sobre como manter a posse e criar boas chances. É uma fórmula para a vitória conseguir usar as jogadoras do banco do jeito que estamos usando. Estou muito feliz com elas entrando e mudando o jogo”, disse Pia.

Preparação psicológica

Um torneio que impõe desafios enormes num curto espaço de tempo demanda muito cuidado não só com a parte física, mas também com o aspecto psicológico das atletas. Para Pia, uma vitória diante da Zâmbia trará confiança e imagens positivas para que o time utilize no decorrer da caminhada até o ouro.

“Tentamos fazer algumas ações em cima da palavra ‘juntas’, e a música é um ótimo meio para isso. Podemos tocar samba e encorajá-las a aproveitar a jornada, isso é importante, mas também mostramos a elas imagens positivas. O mais importante é jogar bem, e vai ser ótimo se ganharmos, porque elas ganham confiança e temos boas imagens para mostrar a elas. Se você mantém isso, espera que elas deem seu melhor, diz algumas palavras, conversa individualmente, espalha boas notícias e mensagens positivas, tudo se resume ao que você pode fazer e no que você acredita”, contou. 

Situação do Grupo F em Tóquio 2020

1º: Holanda – 4 pontos (+7 de saldo)

2º: Brasil – 4 pontos (+5 de saldo)

3º: China – 1 ponto (-5 de saldo)

4º: Zâmbia – 1 ponto (-7 de saldo)

Tabela

Brasil 5 x 0 China

Holanda 10 x 3 Zâmbia

Brasil 3 x 3 Holanda

China 4 x 4 Zâmbia

Brasil x Zâmbia

Holanda x China