
Parlamentar prevê votação no primeiro semestre e diz que tratado será prioridade da agenda internacional do Congresso
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) afirmou nesta quarta-feira (28) que o Congresso Nacional deve acelerar a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, levando a proposta diretamente ao plenário para destravar sua implementação no Brasil. Para Trad, o tratado ocupará posição central na agenda internacional do Legislativo em 2026 e pode ser aprovado ainda no primeiro semestre.
Apesar de oficialmente assinado por ambos os blocos econômicos, o acordo ainda depende da aprovação dos parlamentos de cada país. Segundo o senador, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), avalia conceder caráter de urgência ao projeto, dispensando a tramitação pelas comissões e permitindo a votação direta em plenário. O mesmo procedimento deve ser adotado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Nelsinho Trad também destacou a possibilidade de formar uma subcomissão na Comissão de Relações Exteriores do Senado para acompanhar a tramitação, esclarecer dúvidas e acelerar a discussão em pontos sensíveis do setor agrícola e industrial. “Temos o dever de esgotar esse assunto nesse semestre antes do recesso”, afirmou o senador.
O parlamentar comentou ainda sobre iniciativas para reforçar a presença do Brasil no cenário internacional, incluindo a participação em negociações com parlamentares europeus e o acompanhamento de tarifas impostas pelos Estados Unidos. Trad afirmou que o Senado está atento a medidas que possam prejudicar setores estratégicos, como o agronegócio.
Durante a entrevista, o senador ressaltou o potencial do acordo para o comércio brasileiro: “As nossas exportações para a União Europeia giram em torno de US$ 26 bilhões. Com o acordo, a projeção de curto prazo chega a US$ 30 bilhões, um acréscimo significativo para o setor”.
Além da pauta do Mercosul-UE, Nelsinho Trad defendeu a participação do Brasil em iniciativas internacionais de paz, como o convite dos Estados Unidos para integrar o Conselho de Paz em Gaza, reforçando o papel pacificador do país.



















