31/10/2014 12h30
Servidor público é indiciado por cinco crimes
Dourados News
A delegada Marina Lemos encerrou o inquérito sobre o caso do servidor público municipal Jeferson Porto da Silva, 33, preso no dia 19 de outubro, acusado de manter relação sexual com menores de idade.
O rapaz foi indiciado pelos crimes de favorecimento a prostituição infantil, estupro de vulnerável, falsificação de documento particular, perigo de contágio de moléstia grave e pedofilia, por disponibilizar e armazenar material pornográfico de adolescentes.
A documentação foi entregue à Justiça no domingo passado (26), porém, foi aberto um inquérito suplementar para que outras pessoas possam ser ouvidas neste caso. Jeferson está preso na Phac (Penitenciária de Segurança Máxima Harry Amorim Costa) em Dourados desde o dia 24.
De acordo com a delegada, foram ouvidos 20 adolescentes de 14 e 16 anos e uma das vítimas, conta que na época em que manteve relação sexual com o acusado, possuía 12 anos, o que teria motivado a denúncia de estupro.
Outro ponto que ampliou o indiciamento foi o fato do rapaz, sabendo ser soropositivo, manter relação sem a utilização de preservativo e também a falsificação de um exame laboratorial negando ser portador do HIV.
Ainda conforme a delegada, o HD do computador do servidor público levado para Campo Grande, deve ter o laudo da perícia entregue em 30 dias.
O CASO
Jeferson Porto da Silva, 33, trabalhava no setor de RH (Recursos Humanos) da prefeitura de Dourados. Após dois meses de investigação, ele acabou preso acusado de aliciar menores de idade e incentivá-los à prostituição. Conforme apontado pela Polícia Civil, ele utilizava um perfil falso no facebook e também no aplicativo de conversas para celular ‘whats app’, onde se passava por uma mulher chamada ‘Jéssika Alessandra’.
Após atrair os adolescentes, ele marcava encontros noturnos na casa dele, onde morava com a mãe idosa. Quando chegavam lá e viam que não se tratava de uma mulher, os adolescentes então eram convencidos pelo servidor municipal a manter relações sexuais com ele mediante pagamento de R$ 30.
Portador de HIV, Silva ainda falsificou um exame clínico para convencer menores que questionavam ele sobre o uso de camisinha de que não tinha o vírus.
CUIDADOS
Em contato com o Dourados News, a delegada que cuida do caso, Marina Lemos, alertou os pais sobre a necessidade de maior fiscalização em relação ao material que os filhos acessam na internet, além, também, do cuidado perante as redes sociais.
Segundo ela, é importante os pais saberem quem são os amigos virtuais e físicos para que casos como esse não se repitam.




















