O sindicato espera um parecer oficial do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS)
09/04/2020 14h58
Da redação com informações via Facebook do Sinte-PMCG
A onda de solidariedade e preocupação que tomou conta da sociedade campo-grandense nos últimos dias demonstra que, em épocas de problemas relacionados à saúde pública, é possível fazer algo para minimizar as consequências e, principalmente, salvar vidas. Apesar disso, é preciso sempre ficar alerta para os cuidados necessários para que as ações possam ter resultados efetivos. Para evitar mais complicações, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem do Município de Campo Grande – MS (Sinte-PMCG), Ângelo Macedo, esteve na sede do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS) onde protocolou um pedido para que a entidade dê um parecer a respeito das máscaras fornecidas aos profissionais de enfermagem do município de Campo Grande.
A dúvida do Sindicato surgiu após verificação de que as máscaras para uso dos profissionais de enfermagem não seguirem os protocolos da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 356, de março de 2020, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que no artigo 5, destaca que “as máscaras cirúrgicas devem ser confeccionadas em material Tecido-Não-Tecido (TNT) para uso odonto-médico-hospitalar, possuir, no mínimo, uma camada interna e uma camada externa e, obrigatoriamente, um elemento filtrante”.
A regulamentação destaca ainda normas técnicas para a confecção dos materiais.
“Sabemos que é importante utilizar os materiais de proteção, principalmente estando em contato com pacientes suspeitos ou já confirmados com o coronavírus”, destaca o presidente do Sinte-PMCG, Ângelo Macedo.
Na atual crise, causada pelo coronavírus (COVID-19), o interesse das pessoas em proporcionar mais segurança para os profissionais de saúde e para se protegerem com a utilização das máscaras médicas cresceu vertiginosamente. A pandemia resultou na alta procura pelos equipamentos de proteção individual (EPIs) e proporcionou uma diminuição drástica nos estoques dos estabelecimentos comerciais que vendiam esses produtos, muitas pessoas passaram a fabricar as próprias máscaras, principalmente motivados por postagens em mídias sociais.
“A ajuda das pessoas é fundamental nesse momento, quero parabenizar a todos que estão se dedicando para proporcionar melhores condições de segurança para nós e para a comunidade campo-grandense. Mas temos que garantir a segurança dos profissionais e da população. As máscaras são para proteção e, se estiverem dentro das normas preconizadas, podemos utilizar”, alertou Macedo.




















