Sobreviventes devem ajudar a entender acidente que matou 12 na Bolívia

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Foto: Pikinho Mejia

As autoridades bolivianas continuam apurando a dinâmica e a responsabilidade pelo acidente de trânsito que matou 12 pessoas de uma mesma família e deixou outras quatro feridas. O sinistro foi registrado nas primeiras horas da segunda-feira (12), na chamada Rodovia Bioceânica, no trecho entre as cidades de Puerto Suárez e Puerto Quijarro, próximo da fronteira internacional com Corumbá.

Segundo a atualização do caso, já é certo que o veículo ocupado pela família, modelo Van, seguia sentido à Puerto Suárez, onde todos residiam, após retornarem de uma festa de aniversário de outro familiar, de 15 anos, em Puerto Guijarro, realizada no final de semana. Outra confirmação diz respeito ao condutor, que foi identificado como sendo um adolescente de 14 anos.

Em entrevista à imprensa daquele país, o investigador do Departamento de Trânsito, Miguel Felipe Calizaya, detalhou que a Van estava em alta velocidade e saiu da pista por alguma razão em um trecho de curva, invadindo a pista contrária e só parando ao atingir a árvore. O choque foi tão violento que o automóvel teve a parte dianteira totalmente destruída.

Sobre a gravidade das vítimas, ele apontou que 16 pessoas ocupavam o interior, sendo que a maioria não usava cinto de segurança e alguns estavam deitados no vão entre os bancos ou em pé. Com a batida, alguns foram arremessados sobre outros, provocando múltiplas fraturas. Do grupo, 11 morreram ainda no local, enquanto a 12ª vítima, de 19 anos, foi levada ao Pronto-Socorro de Corumbá, mas não resistiu.

Os corpos de vítimas que morreram já foram liberados para velório e sepultamento. Os familiares chegaram a pedir ajuda para comprar os caixões, mas foram atendidos pela Fundação Toñito, com apoio do médico Pedro Eguez, que realizou a doação. Já os quatro feridos permanecem internados, alguns em estado grave, sendo três em Corumbá, dois de 13 anos e um de 11 anos. 

As famílias se opuseram à realização de autópsias. Agora, a investigação apurar as responsabilidades, já que a legislação prevê penalidades tanto para o condutor quanto para quem autoriza um menor de idade a dirigir. O menor que estava na direção também morreu no acidente, com isso, a expectativa é que os sobreviventes possam explicar os fatos e apontar para o responsável.