Subtenente da PM é encontrada morta em sua casa e marido detido com arma nas mãos

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Foto: Redes Sociais

Uma subtenente da Polícia Militar, identificada como Marlene de Brito Rodrigues, de 58 anos, foi encontrada morta em consequência do disparo de um tiro contra o pescoço na tarde dessa segunda-feira (6), em Campo Grande. A Polícia Civil ainda está realizando os levantamentos, tratando como morte a esclarecer, mas não está descartada a possibilidade de feminicídio, já que o marido dela, de 50 anos, acumula histórico criminal de homicídio, furto e violência doméstica.

O crime ocorreu na residência deles, situada na Rua do Lince, no bairro Estrela D’Alva. Um vizinho, também policial, escutou o barulho de um tiro no horário do almoço e pulou o muro, flagrando o companheiro com a arma em suas mãos. Pressionado sobre os fatos, ele apresentou versões contraditórias, especialmente na dinâmica, e acusou a vítima de ter praticado o suicídio por não aceitar o fim do casamento.

Marlene faz parte da terceira turma de soldadas femininas formada pela PM em Mato Grosso do Sul e já tinha 35 anos de carreira. Chegou a se aposentar, porém, retornou ao serviço e estava lotada na AJD (Ajudância Geral). Hoje, foi até a sua casa almoçar, devendo retornar no período vespertino para a sede do Comando Geral, no Parque dos Poderes. Sobre o relacionamento com o possível autor, familiares e amigos disseram que estavam juntos há cerca de 1 ano e meio, com histórico de conflitos.

As testemunhas também relataram à imprensa sobre episódios de violência, agressividade e até mesmo surto por parte do marido. Em um caso recente, teria chutado o portão da casa e gritado palavrões. Outras pessoas afirmaram que o sujeito controlava a vida da militar, inclusive impedindo-a de sair com amigas.

A Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) investiga o caso. A perícia encontrou uma perfuração de tiro no pescoço dela, que fazia uso da farda no momento do disparo. Duas armas de fogo pertencentes à Polícia Militar foram encontradas no local, sendo uma no coldre e outra no chão, usada no crime. A PMMA informou, em nota, que está acompanhando a evolução dos fatos por meio dos setores competentes.

A corporação também se manifestou sobre a morte: “​A PMMS se solidariza com os familiares, amigos e colegas de farda neste momento de dor incomensurável. A perda de um membro da nossa tropa é uma ferida que atinge toda a família policial militar”, cita.

Leia a nota da PMMS na íntegra

“É com profundo pesar que a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) comunica o falecimento da subtenente Marlene de Brito Rodrigues, ocorrido nesta data.

​A Instituição se solidariza com os familiares, amigos e colegas de farda neste momento de dor incomensurável. A perda de um membro da nossa tropa é uma ferida que atinge toda a família policial militar.

​Diante da gravidade do ocorrido, a PMMS solicita encarecidamente o respeito à dor da família. Pedimos que seja preservada a privacidade dos entes queridos e que se evite a propagação de informações não confirmadas ou imagens que possam ampliar o sofrimento dos familiares.

Informamos que as circunstâncias que envolveram o óbito ainda estão sendo devidamente apuradas. A Corporação, por meio de seus setores competentes, está acompanhando o caso de perto para que todos os fatos sejam esclarecidos com a precisão e a seriedade necessárias.

O Comando-Geral da PMMS já designou equipes para prestar todo o suporte necessário à família enlutada, lamentando a perda de tão querida e valorosa policial militar”.