Ministra do Planejamento é vista como nome estratégico para disputa eleitoral em São Paulo
Antes mesmo de o tabuleiro eleitoral de 2026 estar oficialmente montado, um convite feito fora do eixo paulista ganhou peso nacional. A deputada federal Tabata Amaral (PSB) revelou que chamou a ministra do Planejamento, Simone Tebet, política de Mato Grosso do Sul, para se filiar ao PSB e integrar a estratégia do partido para as próximas eleições.
Presidente municipal do PSB em São Paulo, Tabata afirmou que o convite à ex-senadora sul-mato-grossense faz parte de um movimento para fortalecer o campo progressista no maior colégio eleitoral do país. Segundo a parlamentar, Simone Tebet é vista como um nome capaz de disputar espaços centrais, como o governo paulista ou uma das duas vagas ao Senado.
“Em relação à ministra Simone Tebet, enquanto uma das lideranças do PSB, eu tive o prazer de fazer esse convite para que ela venha ao partido e nos ajude a fazer esse bom combate”, afirmou Tabata em entrevista.
De acordo com a deputada, a ministra reúne características consideradas estratégicas pela sigla: perfil moderado, trânsito entre diferentes setores políticos e sociais e experiência à frente de um dos ministérios mais importantes do governo Lula. Para Tabata, Simone está entre “as mulheres mais relevantes e mais admiráveis” da política brasileira atual.
A articulação, segundo ela, busca construir candidaturas robustas em São Paulo, tanto para o Executivo estadual quanto para o Senado, em alinhamento com o PT e lideranças como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Márcio França.
Simone Tebet, que tem trajetória política consolidada em Mato Grosso do Sul, já indicou que deve deixar o comando do Ministério do Planejamento nos próximos meses, mas afirmou que qualquer decisão sobre seu futuro político passará por conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra não descarta disputar uma vaga no Senado, seja por MS ou por São Paulo.
Para Tabata, o movimento reforça a defesa de maior presença feminina nos espaços de poder. “São lideranças que sabem dialogar com quem pensa diferente e que representam a diversidade da sociedade brasileira”, concluiu.




















