Temporal deixa rastro de destruição e mobiliza força-tarefa em Campo Grande

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(Foto: PMCG)

Prefeita Adriane Lopes acompanha equipes em ações emergenciais; cidade registrou quase 100 mm de chuva em 24h

Campo Grande enfrenta um cenário de destruição e trabalho intenso após a sequência de temporais que atingem a cidade desde a semana passada. Segundo a Prefeitura, já são mais de 200 pontos que demandam atendimento emergencial, entre alagamentos, quedas de árvores, desobstrução de vias e recuperação de semáforos.

A chuva mais forte ocorreu entre a noite de quarta-feira (12) e a madrugada desta quinta (13), com acumulado de 94,4 milímetros e rajadas de vento que chegaram a 45 km/h, conforme dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). Campo Grande foi a segunda capital mais chuvosa do Brasil nas últimas 24 horas, ficando atrás apenas de Salvador, segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

Equipes da Defesa Civil, Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) e Guarda Civil Metropolitana estão nas ruas desde a noite anterior, atuando na limpeza de vias, retirada de galhos, desobstrução de bocas de lobo e intervenções em áreas críticas. Um dos principais pontos afetados é o cruzamento da Avenida Rachid Neder com a Avenida Ernesto Geisel, que segue interditado.

Na manhã desta quinta-feira, a prefeita Adriane Lopes (PP) acompanhou as ações da Defesa Civil e afirmou que o dia será de “muito trabalho”. “Desde ontem, nossa equipe está nas ruas. À noite não dá para fazer muita coisa, mas tudo o que podia ser feito foi feito. Hoje, desde as seis da manhã, estamos acompanhando o trabalho e visitando os locais mais afetados”, disse a prefeita.

Entre as áreas mais críticas, o secretário de Obras, Marcelo Miglioli, destacou a situação da Avenida Mascarenhas de Moraes, que aguarda uma obra completa de drenagem e revitalização. “É uma obra grande, com orçamento preliminar de cerca de R$ 22 milhões. Agora o foco é o emergencial: garantir o ir e vir com segurança. Depois, faremos as correções necessárias”, afirmou.

Interior

Além da Capital, outras cidades de Mato Grosso do Sul também registraram altos volumes de chuva, como Porto Murtinho (63,2 mm), Bela Vista (56 mm), Caracol (51 mm) e Ponta Porã (43,2 mm). Já Costa Rica e Naviraí registraram as maiores rajadas de vento do Estado, com 79,6 km/h e 77 km/h, respectivamente.

O Inmet mantém dois alertas de tempestade válidos até as 23h59 desta sexta-feira (14). O alerta laranja abrange 66 municípios e prevê chuvas de até 100 mm/dia, ventos de até 100 km/h e risco de granizo. O amarelo cobre outras 20 cidades, com menor intensidade, mas ainda com potencial para alagamentos e queda de energia.

Com previsão de mais chuva nas próximas horas, a Defesa Civil orienta a população a evitar áreas de risco, não enfrentar enxurradas e acionar o serviço pelo número 199 em caso de emergência.