No que depender da senadora Tereza Cristina, o PP não terá candidatos ao cargo de senador em Mato Grosso do Sul no pleito de logo mais. O assunto foi comentado nessa sexta-feira (27), durante a participação dela em um evento público na Capital.
Tereza é a presidente estadual do PP e justificou que a decisão é consequência de acordos políticos envolvendo especialmente a transferência do governador Eduardo Riedel, então no PSDB, para a agremiação progressista, em 2025.
“O PP, quando das minhas conversas iniciais com o governador Riedel lá atrás, se ele viesse para o PP, nós não teríamos candidato, muito pouco provavelmente teríamos candidato ao Senado. Por quê? Porque isso é uma construção”, afirmou
A fala dela vai na contramão da pré-candidatura do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa (ALEMS) Gerson Claro ao cargo de senador, pelo menos enquanto vestir as cores desta mesma legenda.
Aliada direta do ex-presidente e réu por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL), Tereza deverá seguir as orientações políticas e levar o PP para o mesmo palanque dos indicados do PL, no caso, o ex-governador Reinaldo Azambuja e o Capitão Contar.
Ao mesmo tempo, a presidente do PP/MS reforçou que “política é hoje”, ou seja, tudo pode mudar ao longo das próximas semanas, especialmente com as eventuais mudanças que irão acontecer durante a janela de transferência partidária dos deputados, em março.
Tereza Cristina também apresentou o mesmo discurso que o governador Riedel, dizendo que o objetivo é derrotar o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dessa maneira, o grupo quer conquistar as duas vagas para o Senado que estão em jogo este ano.
“Nós temos que ser pragmáticos, ganhar a eleição. E vocês sabem o campo em que eu milito. E o campo em que eu milito é da direita, conservadora, centro-direita. E o que queremos? Ganhar do PT”, declarou a senadora.




















