Curso integra ações da Senasp e terá aulas online para profissionais de segurança de todo o Brasil
A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) abriu uma nova chamada para um curso que cruza segurança pública, meio ambiente e direitos indígenas — e o relógio está correndo. As inscrições para a 3ª edição da Especialização em Enfrentamento aos Crimes Ambientais e Proteção dos Povos Indígenas terminam neste domingo (1º), com aulas previstas para começar em abril de 2026. A formação é gratuita e tem alcance nacional.
Ao todo, são ofertadas 225 vagas, destinadas a profissionais da segurança pública de todo o país. Do total, 20% são reservadas a pessoas negras, indígenas e/ou com deficiência, conforme as regras do edital. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, no portal da UFGD.
O curso será realizado na modalidade Educação a Distância (EaD), por meio da plataforma AVA Moodle. As aulas síncronas estão programadas para as noites de sexta-feira e para os períodos da manhã e da tarde aos sábados. Já as atividades assíncronas correspondem a cerca de 30% da carga horária e poderão ser realizadas ao longo da semana.
A maior parte das vagas — 190 — é destinada ao Grupo 1, considerado prioritário, que reúne profissionais da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal, Polícia Técnico-Científica e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com distribuição entre estados e o Distrito Federal. O Grupo 2 conta com duas vagas para a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O Grupo 3 oferece 10 vagas de ampla concorrência, destinadas aos candidatos com maior pontuação no processo seletivo, independentemente do estado de origem. Já o Grupo 4 disponibiliza 30 vagas para servidores das polícias Penal Estadual e Federal.
A especialização integra as ações de capacitação continuada da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp), vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O objetivo é estimular uma reflexão crítica sobre os crimes ambientais e as diferentes formas de violência contra os povos indígenas e seus territórios, com atenção especial aos contextos de fronteira.
De acordo com a proposta pedagógica, o curso reúne estudos e pesquisas sobre realidades locais, regionais, nacionais e internacionais, contribuindo para o aprimoramento das práticas profissionais e para o fortalecimento da atuação do Estado na proteção do meio ambiente e dos direitos dos povos originários.
Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou na página oficial da especialização no site da universidade.













