Tiro é disparado após briga entre policial e vizinhos no Bairro Guanandi

10
A ocorrência foi encaminhada para Depac - Cepol

Caso envolve versões diferentes sobre ameaça a adolescente e abordagem do PM

Um desentendimento envolvendo um policial militar, de 443 anos, e moradores do Bairro Guanandi, em Campo Grande, terminou com um disparo de arma de fogo na noite de quinta-feira (22). O caso, que mobilizou equipes da Polícia Militar e do Batalhão de Choque, é investigado após versões divergentes sobre o que teria motivado o tiro.

De acordo com o boletim de ocorrência, a PM foi acionada por volta da 0h10 com a informação de que um homem havia efetuado um disparo após uma confusão na rua. No local, os policiais encontraram um policial militar da Capital, que se identificou como o autor do tiro.

O servidor relatou que o filho, de 12 anos, andava de bicicleta pelo bairro quando foi abordado por cerca de seis pessoas. Segundo o policial, o grupo teria afirmado que a área seria “do PCC” e proibido a circulação do menino. Assustado, o adolescente voltou para casa e contou o ocorrido ao pai.

Ainda conforme o relato, o policial foi até o local indicado para tentar conversar com os moradores, mas acabou sendo hostilizado e ameaçado. Ele afirmou que, mesmo após se identificar como policial militar, os indivíduos disseram que “mandavam na área” e se aproximaram de forma intimidatória. Diante da situação, o servidor disse que sacou a arma e efetuou um disparo em direção ao chão para dispersar o grupo, retornando em seguida para casa.

Uma moradora, no entanto, apresentou uma versão diferente aos policiais. Ela contou que estava em casa com amigos, organizando móveis por causa de uma mudança, quando o policial chegou alterado, arremessou uma garrafa contra um dos presentes e, logo depois, efetuou o disparo, sem que os envolvidos entendessem o motivo da reação.

No local, foi apreendido um cartucho deflagrado de munição calibre 9 milímetros. A pistola utilizada pelo policial e munições intactas também foram recolhidas.

Equipes do 10º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque, com apoio do canil, atenderam a ocorrência. Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde prestaram depoimento. O caso segue sob investigação para apurar as circunstâncias do disparo e as responsabilidades dos envolvidos.