“Uber Fofoqueiro da Peixerada” vence Concurso de Marchinhas Carnavalescas 2026

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Foto: Renê Marcio Carneiro

O Jardim da Independência foi palco da criatividade, do humor e da identidade cultural corumbaense durante a realização do tradicional Concurso de Marchinhas Carnavalescas, promovido pela Prefeitura de Corumbá, por meio da Fundação da Cultura. A iniciativa teve como objetivo valorizar a cultura popular e estimular a produção musical autoral no município, fortalecendo ainda mais o Carnaval de Corumbá como uma das maiores manifestações culturais do Centro-Oeste brasileiro.

O evento contou com a presença do prefeito Doutor Gabriel Alves de Oliveira, da primeira-dama Tatiane Patrício e da diretora-presidente da Fundação da Cultura de Corumbá, Wanessa Pereira Rodrigues, que prestigiaram as apresentações e reforçaram o apoio da administração municipal aos artistas locais e à cultura popular.

Ao todo, 17 composições foram inscritas, reunindo canções que exaltaram a tradição carnavalesca, o cotidiano da cidade e o jeito irreverente do povo pantaneiro. As apresentações foram avaliadas por uma comissão julgadora, que considerou critérios como qualidade da letra, originalidade, interpretação musical, performance e entrosamento com o público. Ao final da apuração, os grandes vencedores foram:

1º lugar – “Uber Fofoqueiro da Peixerada”, com 193,2 pontos
2º lugar – “O Mais Feliz dos Carnavais”, com 191,2 pontos
3º lugar – “Minha Sobra é do Goró”, com 179,9 pontos
4º lugar – “Respira, Inspira, Não Pira”, com 175,1 pontos
5º lugar – “Dinheiro não vem fácil”, com 173 pontos

Esta foi a primeira vez que cinco concorrentes foram premiados no concurso, ampliando o reconhecimento aos compositores locais. Além disso, o valor total da premiação — que chegou a R$ 12.500,00 — foi o maior desde a criação da iniciativa. A medida integrou uma estratégia da Administração municipal de valorização dos artistas e dos talentos locais, fortalecendo a economia criativa e incentivando a produção cultural autoral em Corumbá.

A diversidade temática marcou a edição. O humor característico das marchinhas esteve presente em diversas composições, assim como letras que dialogaram com o cotidiano, as redes sociais, a identidade regional e o orgulho pantaneiro. Também houve espaço para músicas com mensagens educativas e reflexivas, mantendo viva a tradição da sátira irreverente típica do gênero.

Foram aceitas apenas marchinhas inéditas e originais, com temática livre, respeitando os padrões do gênero e a legislação de direitos autorais. Cada participante pôde inscrever até duas músicas, individualmente ou em parceria, sendo permitida a premiação de apenas uma composição por inscrito.