UFMS inaugura banco vermelho em memória de jornalista vítima de feminicídio

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(Foto: Reprodução)

Instalação faz parte de campanha nacional de combate à violência contra a mulher e será inaugurada na segunda-feira (9), em Campo Grande

Um banco pintado de vermelho, instalado em um dos espaços de convivência da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, vai passar a lembrar diariamente estudantes, servidores e visitantes sobre a urgência de combater a violência contra a mulher. A iniciativa será inaugurada na próxima segunda-feira (9), às 10h, como parte de uma mobilização nacional de conscientização sobre o feminicídio.

A ação será realizada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), por meio da Pró-Reitoria de Cidadania e Sustentabilidade, em parceria com o Instituto Banco Vermelho e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Em alusão ao combate à violência contra a mulher, o banco vermelho na universidade também será dedicado à memória da jornalista Vanessa Ricarte, formada em Jornalismo pela UFMS na turma de 2005, que foi assassinada pelo ex-noivo em fevereiro de 2025.

A instalação integra as ações do mês de março da campanha institucional “Eu Respeito”, que neste ano traz como tema a Renovação. Durante o período, o Monumento Símbolo da universidade será iluminado na cor vermelha em referência ao Dia Internacional da Mulher.

Outra iniciativa ligada à mobilização é o programa Sou Mulher UFMS, que promove ações e debates voltados ao respeito, ao protagonismo e à participação igualitária das mulheres em diferentes espaços acadêmicos, científicos e sociais. O programa atua em áreas de atendimento, produção de conhecimento e valorização feminina, alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 da Agenda 2030 da ONU, e está presente nos dez câmpus da instituição.

Dados do programa mostram que, em 2024, as mulheres coordenaram 52,4% dos projetos de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos na UFMS. Atualmente, 44,6% dos cargos de direção na universidade também são ocupados por mulheres.

A campanha Banco Vermelho foi reconhecida como política pública nacional por meio da Lei nº 14.942, sancionada em 31 de julho de 2024. A proposta busca mobilizar a sociedade, ampliar o debate sobre violência de gênero e divulgar canais de denúncia e apoio às vítimas.

Segundo o Instituto Banco Vermelho, o Brasil ocupa a quinta posição entre 196 países com maiores índices de assassinatos de mulheres. No país, uma mulher é morta vítima de feminicídio a cada seis horas.