UPA tem tirado sono da administração municipal

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03/12/2014 06h53

UPA tem tirado sono da administração municipal

Dourados News

Não é de agora que promessas e cobranças para se colocar em funcionamento a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) em Dourados vem atormentando a cabeça da administração municipal. Recentemente, o episódio ganhou mais um ingrediente, com a afirmação do governador André Puccinelli (PMDB) garantindo repassar R$ 1 milhão ao município ainda em 2014, para enfim, o local funcionar. Quem também confirmou ajuda foi o governador eleito, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Mensalmente, a UPA deve consumir em torno de R$ 1,5 milhão e isso é quase impossível da prefeitura custear, então, cada vez mais se torna necessária a ajuda de outras esferas do poder público.

Porém, se existe essas duas situações de investimentos, qual o motivo do local ainda não receber pacientes em seu pronto atendimento?

Simples, a falta de ‘garantias’ formais para a atual administração.

Quando construída, a prefeitura sabia que não poderia arcar com o custeio do mini hospital, e não se mexeu, foi deixando. Tanto que o local está parado, há meses.

A medida seria estratégica e uma forma de pressionar o governo federal e estadual por dinheiro. O primeiro foi em vão, e o segundo, garantiu a disponibilidade, mas, existe o período de transição.

Mesmo com Puccinelli afirmando que daria R$ 1 milhão para colocar a UPA em funcionamento neste instante, ele não poderia se comprometer com os recursos de Azambuja, que só ocupará o cargo no próximo mês.

É claro que o governador eleito não deixará de ajudar a unidade, porém, pode ser que isso não aconteça nos primeiros meses do ano, quando tomará parte integralmente dos ‘pepinos’ que terá de resolver.

Sem dinheiro, o município tem medo de ficar com o ‘mico’ na mão. A difícil experiência com o Hospital da Vida é prova disso e nem que Puccinelli chegue com esse dinheiro numa sacola, a UPA será colocada em funcionamento ainda em 2014.

Azar da população, que continuará sofrendo com o HV lotado e filas no atendimento.

UPA  - Foto Valdeir Azevedo