Variante Delta é confirmada oficialmente pela saúde em Mato Grosso do Sul

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Sec. Saúde Geraldo Resende (Foto/Divulgação)

A SES (Secretaria de Estado de Saúde), confirmou oficialmente nesta segunda-feira (6) a presença da variante Delta no Estado. As investigações já estão sendo realizadas há um longo período, sendo que na noite de ontem, domingo (5) veio a constatação oficial, ao total foram divulgados três casos de covid-19 causados pela mutação.

Dos três casos confirmados, duas tratam-se de moradores de Campo Grande e uma próximo a Corumbá. Um homem de 22 anos e, uma do sexo feminino residentes na Capital, além de uma mulher de 52 da cidade de Ladário.

Conforme entrevista ao Enfoque MS na manhã desta segunda, o titular da saúde no Estado, Geraldo Resende, relatou que as amostras positivas para a variante Delta foram coletadas de forma aleatórias no mês de julho e enviadas a Fio Cruz Amazônia, localizada em Manaus, indicando que o vírus multado já circula em Mato Grosso do Sul a pelo menos dois meses.

Ele ainda complementa, ressaltando que com a descoberta, pode ser esperada uma proliferação viral maior nos próximos meses, com pico possivelmente em outubro, entretanto foi enfático ao lembrar que a variante chegou de forma tardia as terras pantaneiras e que este fato pode facilmente ser atribuído a alta performance da campanha de vacinação no MS.

Com a expectativa de uma presença mais forte da variante Delta o secretário adianta que medidas já estão sendo tomadas para que haja o retardamento do avanço. “Uma reunião para os próximos dias com o gestores do 79 municípios do Estado já está sendo planejada para ser realizada na Assomasul.

Geraldo ainda reforça que o melhor método para se proteger da doença permanece sendo a imunização, para tanto ele afirma que medidas como encurtamento do período vacinal da D2 da Pfizer para 21 dias está sendo organizado para a população sul-mato-grossense.

“Permanecer atento, vacinar, continuar realizando sequenciamento, mandando análises para os laboratórios parceiros, acelerar a dose 2 naqueles que já tomaram a primeira, além de priorizar a dose reforço em grupos prioritários como, idosos e imunissuprimidos”, afirma o secretário quando questionado sobre as medidas para evitar o alastramento da variante.