A esperança de um futuro mais digno e promissor para a Venezuela motivou os festejos entre os cidadãos daquele país que atualmente residem em solo brasileiro. Nesse sábado (03), os Estados Unidos atacou a capital Caracas com bombas e mísseis disparados por aeronaves, além disso, também capturaram o presidente Nicolás Maduro.
A queda do líder político, classificado como ditador pela oposição, foi bem vista pela Associação Venezuelana em Campo Grande. Ao mesmo tempo, existe preocupação com os próximos passos do ataque, já que ninguém sabe quais são as verdadeiras intensões norte-americanas com a ofensiva militar, algo que há muito tempo não ocorria na América do Sul.
Para a presidente da Associação, Mirtha Carpio, Maduro e a esposa são conhecidos pelo ‘cartel dos sóis’. Ela acredita que o ataque é um marco para a Venezuela e mencionou ser reflexo direto da Nobel da Paz, Maria Corina, principal opositora ao regime. “Ela enviou aos militares a mensagem de não desertar, de se cuidarem e de ajudarem a restabelecer a paz”, disse ao site Midiamax.
Ainda na entrevista, Carpio citou que “quem não concorda é porque faz parte do regime”. Sobre os próximos dias, a presidente da associação campo-grandense reforça que não será nada fácil, mas é algo extremamente necessário. “Esse governo não poderia continuar. A população venezuelana está morrendo de fome e sofrendo com a falta de atendimento em diversas áreas”, finalizou.
Outra venezuelana que reside na Capital é a jovem Gabriela Isabela Méndez, de 25 anos. À imprensa local, ela relatou que recebeu vídeos dos ataques dos familiares que ainda residem no país de origem. “As pessoas estão com muito medo, chorando. Eu mesma fui dormir quase 5h da manhã, tentando acompanhar as notícias e sem conseguir fazer nada além de orar”, declarou ao site Campo Grande News.
Com base na informação dos familiares, contou que o ataque foi de surpresa. “Minha irmã disse que eles não chegaram hoje, que passaram a virada por lá. O Maduro fez um comunicado na TV pedindo para os soldados descansarem, isso foi na virada do dia 1º para o 2, e os ataques aconteceram na madrugada do dia 3”.
Sobre a situação no país, o irmão relatou que o clima é de tensão. “Meu irmão saiu para ir até o trabalho, buscar algumas coisas, e disse que está tudo isolado, não tem ninguém na rua. Eles ficam escondidos porque a polícia permanece do lado de fora e querem pegar os jovens para ajudar”, revelou.
Ataque à Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (03) um ataque em larga escala à Venezuela. A capital Caracas e outras cidades teriam sido atingidas por vias aérea e terrestre. Em manifestação nas redes sociais, Trump afirmou que houve sucesso e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país. 

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa”, disse o presidente norte-americano. “Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos EUA. Mais detalhes em breve. Haverá uma coletiva de imprensa hoje, às 11h, em Mar-a-Lago. Obrigado pela atenção!”, finalizou.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, rejeitou a presença de tropas estrangeiras no país e classificou o ataque de “vil e covarde”. Padrino pediu ajuda internacional. Diversos governos condenaram o ataque, como a Rússia, China, Irá, Chile, Bolívia e até mesmo o Brasil.
Trump acusa Maduro de liderar uma organização criminosa voltada para o tráfico internacional de drogas. Bombardeios norte-americanos a barcos nas águas do Caribe ocorreram nos últimos meses. No entanto, por diversas vezes, o presidente da Venezuela negou envolvimento com o tráfico e também pediu apoio de organismos internacionais.



















