Vereadores votam dois projetos e dois vetos na sessão da próxima terça-feira

350
Por conta da pandemia do coronavírus, as sessões estão sendo realizadas de forma remota sendo transmitidas ao vivo pelo Facebook da Casa de Leis.

Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande votam dois projetos de lei e dois vetos parciais do Executivo na sessão ordinária de terça-feira (8). 

Em única discussão, os vereadores votam veto parcial ao Projeto de Lei 9.798/20, que institui o programa “Vamos nos Cuidar”, que dispõe sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção individual para circulação em espaços públicos e privados acessíveis ao público e em transportes públicos durante a vigência das medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia da Covid-19, em Campo Grande. A proposta é das vereadoras Dharleng Campos, Enfermeira Cida Amaral e dos vereadores Dr. Loester, Dr. Wilson Sami, Pastor Jeremias Flores e Carlão.

O Veto refere-se ao artigo 4º da proposta, que estabelece que o descumprimento do uso da máscara, no transporte coletivo ou em estabelecimentos públicos e privados, cominará em sanção a ser regulamentada pelo Poder Público Municipal. A prefeitura alega inconveniência administrativa e que o Legislativo não pode interferir em questão de competência do chefe do Executivo.

Ainda, será votado veto parcial do Executivo ao Projeto de Lei 9.740/19, que dispõe sobre as diretrizes para elaboração da Lei Orçamentária do Município de Campo Grande, para o exercício financeiro de 2021. Os vetos referem-se a duas emendas apresentadas pelos vereadores. Uma delas, no Inciso V do Artigo 5º, estabelece que o Projeto de Lei Orçamentária que o Poder Executivo encaminhará à Câmara será constituído de “Quadro da Natureza da Despesa, anexo VI, da Lei (nacional) n. 4.320, de 1964, e o Quadro de Detalhamento da Despesa (QDD) nos quais constarão as especificações das respectivas programações, até o nível de modalidade de aplicação”. A prefeitura alega que “se trata de medida ineficiente dada à burocracia e o enrijecimento que se teria na execução orçamentária”, considerando ainda a imprecisão das projeções. A outra emenda vetada trata do parágrafo 1º do Artigo 12, constando que decreto que abrir crédito suplementar ou especial indicará a importância, a unidade orçamentária e a classificação da despesa, até o nível de elemento de despesa.

O prefeito Marquinhos Trad sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no fim de julho, contendo 59 emendas dos vereadores. Duas das 61 aprovadas foram vetadas, conforme será apreciado nesta terça-feira. A LDO de 2021 prevê orçamento de R$ 4.333.259.490,79 para o próximo ano, crescimento de 0,70% quando comparado a receita total para 2020 de R$ 4,303 bilhões. A LDO é usada para estabelecer metas da administração pública e como base para elaborar o orçamento, que é definido por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA). 

Ainda, os vereadores votam em única discussão, o Projeto de Lei 9.829/20, de autoria do Executivo Municipal, que dispõe sobre a regulamentação do comércio de animais domésticos de pequeno porte: cães e gatos, em Campo Grande. O objetivo da proposta é que o acesso à compra de animais, para aqueles que não optem pela adoção, somente seja possível em locais devidamente regulamentados, com aquisição de animais cadastrados e microchipados, o que também coibiria o abandono, pois haveria um cadastro com a procedência do animal e a indicação do proprietário/tutor. Há previsão de multa e advertência no caso de descumprimento das normas.  

Já em primeira discussão e votação, os vereadores votam o Projeto de Lei 9.787/20, que institui o Dia das Assembleias de Deus no calendário oficial de eventos do Município de Campo Grande, a ser celebrado no dia 15 de novembro. A proposta é dos vereadores Pastor Jeremias Flores e Júnior Longo.