Faltando pouco mais de 10 dias para vencer a primeira parcela, ou o pagamento à vista, do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de Campo Grande, nas redes sociais, pipocam vídeos de moradores revoltados com o abandono das ruas e avenidas.
As chuvas que atingiram à Capital neste final de 2025 deixaram crateras em todas as regiões urbanas. São tantos estragos que é praticamente impossível encontrar uma via que não tenha, ao menos, um buraco aberto.
Entre as reclamações registradas, destaque para um buraco de 15 metros de profundidade localizada na Avenida Fábio Zaran, na altura do bairro Vila Carvalho, onde um veículo chegou a ter os pneus estourados quando passo por cima.
“É uma patifaria. Cidade toda abandonada. Todo dia é carro com pneu estourado, moto que bate no buraco. A prefeitura fica esperando alguém se acidentar para depois consertar”, disse o autor do vídeo, cobrando a solução por parte da Prefeitura.
Outro buraco que viro alvo de críticas está na Rua Pedro Celestino, no bairro Monte Castelo. O local registra um fluxo de trânsito intenso, além disso, acidentes já aconteceram por conta de motoristas que tentaram desviar das falhas no asfalto.
Bairros mais afastados do centro também estão sofrendo com a quantidade de crateras, como a Vila Jacy, Los Angeles, Nova Lima e Oliveira e o Universitário. Em comum, moradores dizem que não estão vendo as equipes realizando os reparos.
Além das vias já pavimentadas, a população também cobra pelo asfalto em áreas que há tempos estão na fila, como o bairro Santa Emília. Vídeo compartilhado na rede social mostra a situação de uma rua com a chuva, cheia de poças gigantescas e água parada.
“Santa Emília em busca do asfalto e aguardando a licitação, pois o dinheiro já está em caixa. 53 anos de espera e impostos pagos. Santa Emília, Asfalto e dignidade já. Que venha 2026. Esperamos ansiosamente para o início das obras”, disse o autor do vídeo.
Município tapou 173 mil buracos em 2025
Apesar das reclamações, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), reforça que está com as equipes trabalhando. No curso do ano, foram 173 mil buracos tapados, conforme balanço divulgado no dia 24 deste mês.
Somente na região urbana do Bandeira foram 34.964 crateras; no Anhanduizinho, outros 33.991; no Lagoa o saldo foi de 29.103; no Prosa foram 24.251; no Centro, 21.012; Imbirussu, 15.833, e no Segredo, 14.453.
Ao todo, foram utilizados mais de 32 mil toneladas de CBUQ. A Sisep explicou que na primeira etapa do serviço é feita a delimitação, a marcação da área do asfalto a ser recortada.

Em seguida, o recorte em formato geométrico do revestimento asfáltico a ser removido e a remoção do material como terra e pedaços do asfalto. E a área que vai receber asfalto novo é limpa, para que a nova capa asfáltica tenha boa compactação e aderência.
Por último é colocada nova camada de CBUQ, e nesse caso o material tem que estar na temperatura adequada, entre 110° e 177°, para garantir a qualidade.
Todo o serviço é acompanhado por fiscal da Secretaria, que faz as medições para o pagamento às empresas pelo serviço executado. É verificado também a qualidade do material usado para tapar os buracos.



















