Além do vizinho, foram presos o namorado e um terceiro, que teriam ajudado na ocultação do corpo. O caso é tratado como feminicídio.
Ciúmes da vítima, a adolescente Vitória Caroline de Oliveira Honorato, de 15 anos, é a principal motivação para o crime, segundo investigação da Polícia Civil, conduzida pelo delegado Felipe Alves Madeira. O autor e vizinho da adolescente, de 39 anos, confessou o crime.

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O homem, foi a última pessoa a vê-la e o primeiro a ser preso pela polícia. Ele que mora em frente a casa da menor, viu a adolescente crescer e teria ficado com ciúmes da jovem, depois que ela se encontrou com outro homem e a levou à força para uma casa abandonada perto da residência que Vitória morava. Lá ele a matou estrangulada, segundo Felipe Madeira.
Outros dois homens, namorado da adolescente, 23 anos, e o terceiro autor, 60 anos, foram conduzidos para a delegacia suspeitos de envolvimento no crime. Eles teriam ajudado na ocultação de cadáver.

O delegado explicou que o vizinho tinha sido ouvido no início das investigações, quando do desaparecimento da adolescente na noite de terça-feira (25). Com andamento das diligências, foi decretada a prisão temporária e ao ser procurado, ele havia fugido da cidade, sendo hoje localizado na Gleba Azul, área rural do município de Ivinhema, por policiais civis do Setor de Investigações Gerais (SIG).
O homem acabou confessando o crime e indicou o local onde havia matado a adolescente e jogado o corpo, além de entregar os outros dois envolvidos, presos em suas respectivas casas.
A possível causa da morte é estrangulamento e o corpo estava em estado avançado de decomposição, o que indica que ela tenha sido morta no mesmo dia do desaparecimento. O corpo da adolescente foi enterrado em um brejo perto da cada onde ela foi assassinada.

“Em princípio não há indícios de estupro, mas o corpo de Vitória estava em avançado estado de decomposição, o forte calor e as chuvas intensas aceleraram o processo, dificultando o trabalho da perícia. A causa da morte e a comprovação se houve ou não abuso sexual só serão confirmados no laudo necroscópico”, explicou o delegado.
O caso é tratado como feminicídio e ocultação de cadáver.



















