O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), solicitou à justiça o restabelecimento da prisão preventiva do delegado Márcio Shiro Obara, alvo de operação Omertà. Obara foi solto no dia 7 de agosto, após passar 50 dias preso e pagar fiança de R$ 26,1 mil.
O pedido do MPMS tramita na 2ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). De acordo com a promotoria, o pedido sustenta que a prisão de Obara se faz necessária para assegurar a ordem pública, por conveniência da instrução processual e para aplicação da lei penal. Além disso, destacam que o delegado foi denunciado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e lavagem de dinheiro.
“Posto que em liberdade pode atrapalhar e trazer prejuízos às investigações, além da possibilidade de reiteração criminosa , ainda que afastado das suas funções”, diz um trecho do pedido.
Já a decisão da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, entendeu que Obara não integra, nem mesmo em tese, uma das supostas organizações criminais. Mesmo ele sendo acusado de esconder provas sobre o assassinato de um policial militar reformado que receberia R$ 100 mil por participação em uma organização criminosa.
O delegado segue em liberdade. No entanto, ele é monitorado por tornozeleira eletrônica.




















