Jovem enfermeiro relata os autos e baixos da área da saúde
Na data em que se comemora o dia da enfermagem, muitas são as histórias envolvendo está profissão. Sejam os mais novos ou os mais antigos, os profissionais desta área carregam uma bagagem repleta de desafios, mas também de gratidão e muito carinho.
Renato Costa de Campos, de 25 anos, graduado pela Universidade Católica Dom Bosco, é um profissional da enfermagem que assim como muitos outros se viu apaixonado pela profissão. Sua trajetória teve início com uma tomada de decisão muito importante, a escolha do curso. Contemplado com uma bolsa para cursar psicologia, Renato acabou trocando o curso para enfermagem e de forma repentina se viu inteiramente entregue a seu novo ofício.
Ele conta em entrevista ao Enfoque MS, que durante o curso atuou no Hospital do Câncer de Campo Grande, local onde pode constatar a beleza da enfermagem. “Trabalhando ali, com oncologia entendi o quanto aquilo seria gratificante para minha vida como ser humano”, confidência o jovem enfermeiro.
Na prática da enfermagem algumas oportunidades surgiram ainda durante o curso, e uma delas a possibilidade de estagiar fora do país. No Chile, trabalhou em clínica de repouso, experiência que lhe proporcionou o contato com pessoas de idades mais avançadas, situação que despertou ainda mais apresso e admiração pelo caminho que decidiu seguir, o da saúde, o do bem-estar e o da doação.
Já em 2020 o jovem relata que viveu um dos momentos mais complexos de sua carreira. Ainda concluindo o curso, Renato se viu diante de uma dura decisão, contribuir ou não com seu conhecimento para um dos momentos mais caóticos do mundo, a pandemia de coronavírus.
O Brasil que vive não somente uma crise sanitária, mas política e econômica, onde os profissionais não podem nem ao menos contar com equipamentos de proteção para sua segurança enquanto desempenham seu dever é o cenário desta história.
“Trabalhei em barreiras sanitárias e polos de testagem da Covid-19, realidade que pude vivenciar”, diz o enfermeiro. Logo em seguida, ingressou na linha de frente do combate ao coronavírus, através do Hospital Regional de Campo Grande, referência do tratamento da doença no Estado. “Muitos me taxaram de louco por poder escolher não estar ali e mesmo assim optar em fazer parte daquele momento.”

A realidade de um hospital em dias comuns já não é um dos ambientes mais tranquilos, em meio a uma crise sanitária isso se maximizou de maneira astronômica. Pressão, dor, cansaço, tristeza, inúmeros são os sentimentos que tomam a vida destes profissionais diante a situação encarada atualmente.
“Senti que havia feito a melhor escolha, ajudar pessoas em um momento tão difícil é gratificante.” Ele ainda complementa dizendo se sentir orgulhoso em fazer parte da linha de frente junto a outros milhares de enfermeiros.
Lidando com cargas horárias extensas e desvalorização da profissão, assim são as nuances desta ocupação. Em mais um dia da enfermagem fica o apelo por melhores condições de trabalho.




















