Em julgamento realizado nesta sexta-feira (13) pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, Marcos André Vilalba Carvalho, 22 anos, acusado de assassinar sua vizinha no bairro Tiradentes, Carla Santana Magalhães, foi condenado a 31 anos e 9 meses de reclusão e 1 ano e 9 meses de detenção pelos crimes de estupro, homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além de ocultação e vilipêndio de cadáver.
De acordo com a denúncia, o crime aconteceu no dia 30 de junho de 2020, por volta das 19 horas, quando o autor teria abordado a vítima e aplicado um golpe “mata leão”, raptando-a e conduzindo-a até o interior de uma edícula na qual ele residia.
No interior da residência, Marcos a teria estuprado e utilizado de instrumento pérfuro-cortante, desferindo golpes contra o pescoço da jovem, cujos ferimentos foram a causa da sua morte. De acordo com a acusação, após matar a vítima, ele teria vilipendiado seu cadáver, praticando sexo com a vítima morta.
O homem teria ainda ocultado o corpo da vítima embaixo de sua cama, mantendo o cadáver em sua residência até o dia 3 de julho de 2020, quando o carregou até a esquina das ruas Nova Tiradentes com a João Cassimiro, abandonando-o naquele local.
Para a acusação, o homicídio foi praticado por motivo fútil, pois o acusado teria matado a jovem porque ela o havia ignorado em data anterior, quando foi cumprimentada por ele. O réu também teria matado mediante esgorjamento, provocando dor e sofrimento excessivo, o que qualifica como meio cruel, além de recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio e os crimes de ocultação e vilipêndio de cadáver.
Durante o julgamento, a acusação pediu a condenação do réu por todos os crimes. Já a defesa pediu o afastamento do crime de estupro, além das qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e feminicídio.
Reunido em sala secreta, o Conselho de Sentença, por maioria dos votos declarados, condenou o réu em todos os crimes, nos termos da pronúncia.
Na presença do juiz Aluízio Pereira dos Santos, que presidiu a sessão, o acusado decidiu não acompanhar os trabalhos e também optou por não ser interrogado. Ele acompanhou a leitura da sentença numa sala nas dependências do Fórum por videoconferência.
O julgamento encerrou por volta das 13h30. O réu responde ao processo preso preventivamente.





















