Som da Concha traz Lambada Mecânica e General R3 and the Black Family

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Hoje (18), a partir das 18 horas, sobe ao palco do Som da Concha o artista Dovalle e sua banda, a Lambada Mecânica, e como show de encerramento, você curte a black music, rap e soul do grupo General R3 and the Black Family, com o show #negãotábem.

O espetáculo “Entre vícios e boleros”, do artista Dovalle, traz composições autorais executadas ao longo da construção de sua carreira, com novas roupagens com clima eletrizante, com dores de paixões. Sua apresentação traz a lambada, o bolero, o brega, a nova MPB, brega funk, uma mistura dançante e apaixonante. Sua banda, a Lambada Mecânica, une a programação eletrônica de sintetizadores com elementos acústicos das percussões e dos metais. Os arranjos produzidos por Julio Queiroz partem da voz melancólica e romântica de Dovalle para se encontrarem com os timbres festivos do instrumental, unindo o clima dos bailes com festivais de música alternativa.

Dovalle, em suas composições, escreve sobre a tradução do suor das ideias, a música das horas mais barulhentas, tocada com o silêncio dos dias. Compõe o mundo real, o que tem de humano no humano, o que há de desprezível e sublime, a matéria da prova da saudade. O artista busca levar a arte como prática diária de vida, expressão, acima de tudo, a miúda essência através do espetáculo. Conectar pessoas a mundos, conectar mundos a pessoas.

Nascido em Tangará da Serra (MT), criado em Ribas do Rio Pardo (MS), o artista sempre enxergou nas suas raízes fonte de inspiração para fazer arte e contar suas histórias e as que observava nos diversos lugares em que transitava. Ainda adolescente, aprendeu violão com João Caroço, seu tio, boêmio interiorano. Mais tarde, depois de se conectar com a música e gêneros musicais variados, um longo hiato, uma passagem na música experimental, volta aos poucos trazendo as raízes de suas influências, bebendo dos ritmos brasileiros, do brega à lambada, os choros e sambas e os ensinamentos de Mestre Pequeno na Capoeira Angola.

Dovalle aprendeu a escutar. Filho de um caminhoneiro e uma costureira, aprendeu sobre o amor através da saudade e do som dos pedais de costura de uma Singer. Constrói suas sonoridades acompanhado de amor, romance, vícios e dores contemporâneas, com temperos de interior, aqueles contidos nas obras cinematográficas de Marcelo Gomes.

General R3 and the Blak Family fecha as apresentações do dia com a pegada da black music, rap e soul em seu show #Negãotábem. A banda vem com uma proposta de um show cem por cento autoral, com músicas que apresentam uma variedade de ritmos dentro do Rap, se assim podemos denominar, pois as músicas são “recheadas” de harmonia e com ritmos que vão da soul music, permeando pela MPB e chega ao berço do samba. Tudo isso somado a voz de “trovão” do General com rimas que nos fazem sentir o amor, falar sobre o cotidiano e sobre preconceito, como a música #onegãotábem

A banda conta ainda com a doçura da Vivi Calazans que abrilhanta o refrão das músicas. Será um show que vai ficar na história da música sul-mato-grossense, pela diversidade de ritmos, pela qualidade das letras, pelo primor dos músicos que não são “repetidores” de som e sim tocam com alma, pois a música (a mensagem) contribui para isso. #Negãotábem fala sobre a vitória do negro, e sempre afirma: O negão tá bem…com uma letra sucinta e ritmo empolgante nos leva a refletir inclusive sobre os navios negreiros.

“Dizer que estou, não é dizer que estou rico é dizer que eu estou rindo na casa do desafio.” Um dos primeiros versos da música #Negãotábem. Sim fala do preconceito, mas de uma maneira leve, reflexiva como é a proposta desse show, fala-se muito de amor. E o amor em suas diversas formas como no exemplo da música: Amor infinito que fala sobre o amor de mãe. Na música Tudo bem nota-se um amor adolescente, pueril; na canção: Me faz sorrir pode-se observar uma paixão mais carnal, com envolvimento de corpos.

A banda General R3 and the Black Family traz no vocal Rodrigo Castejon, o General R3, e Vivian Calazans; na guitrra, Davi Galvão de Souza; no baio, Ricardo Agra; no teclado, Pedro Silva Fernandes; na bateria, Vicente Vieira Neto.

O projeto é gratuito e acontece de forma híbrida. Você pode assistir pelas redes sociais da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (Facebook ou Youtube) ou ir presencialmente à Concha Acústica Helena Meirelles no Parque das Nações Indígenas, mas o limite de público é de 238 pessoas, por ordem de chegada e com todos os protocolos de biossegurança.