Sindicato descarta greve de caminhoneiros em Mato Grosso do Sul

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BR 262, km 553, Miranda, Posto Arara Azul (Foto: PRF)

Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que não há manifestação nas rodovias de MS

Líderes caminhoneiros se mobilizam para dar início a uma greve nacional nesta segunda-feira (1º) em todo o país. Porém, em Mato Grosso do Sul, o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Mato Grosso do Sul (Sindicam-MS), descartou o movimento em estradas do Estado.

O presidente do Sindicam-MS, Osni Belinatti, 70 anos, acredita que não haverá nenhuma adesão à greve, que está sendo articulada entre caminhoneiros de diversos estados. ‘’Só se aparecer algum doido…’’, frisou Belinatti. 

Nesta manhã, a Polícia Rodoviária Federal informou que as dez rodovias federais que passam pelo Estado, estão fluindo normalmente. Não há paralisação de caminhoneiros.

Nacional

A greve dos caminhoneiros foi convocada em 16 de novembro, em meio à alta dos combustíveis. Os caminhoneiros pedem a revisão da política de preços da Petrobras, além da constitucionalidade do piso mínimo do frete e o retorno da aposentadoria especial da categoria.

As reivindicações dos caminhoneiros foram lembradas por líderes da categoria, que também participaram da greve de 2018, em grupos de WhatsApp neste fim de semana. Lideranças também afirmam que a greve está mantida, apesar de o governo ter obtido liminares que proíbem o bloqueio de rodovias federais e determinam que os grevistas sejam multados em até R$ 100 milhões.

Ontem (31), o diretor da CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), Carlos Alberto Litti Dahmer, pediu que os caminhoneiros se mobilizem para chamar atenção das autoridades nacionais às demandas da categoria….

O que querem os caminhoneiros

Os caminhoneiros autônomos reivindicam que o governo reveja o Preço de Paridade de Importação (PPI) praticado pela Petrobras. Adotada durante o governo de Michel Temer (MDB), essa política faz com que os valores de venda dos combustíveis sigam o mercado internacional e a variação do dólar. Portanto, quando o preço do barril do petróleo sobe lá fora, ele contribui para a alta dos preços dos combustíveis aqui.

Em 2021, o diesel já acumula alta de 65,3% nas refinarias, e a gasolina subiu 73,4% no mesmo período. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) aponta que a inflação dos últimos 12 meses para motoristas no Brasil chegou a 18,46%, o maior valor para a categoria desde 2000.