Homem diz que matou mulher e filha há dois meses atrás, por estarem possuídos, e ficou morando com um dos filhos, na casa onde foram achados os corpos
Os corpos encontrados pela Polícia Nacional do Paraguai na tarde de hoje (2) são de Patrociña Romero Olmedo, de 48 anos, e da filha Noelia Gimenez Romero, de 18 anos. O autor do crime macabro, ocorrido a cerca de dois meses atrás, seria o próprio marido de 57 anos, que vivia com outro filho na mesma casa onde estavam os corpos.
O crime começou a ser descoberto após o mau cheiro dos corpos em decomposição chamar atenção de vizinhos, no bairro Defensores Del Chaco. Ele acionaram bombeiros voluntários. Com a chegada deles, Pablino Giménez Ledezma, 57 anos, tentou impedir a entrada, mas acabaram localizando os cadáveres no quarto do imóvel.
A Polícia Nacional foi chamada e o homem confessou que teria matado a esposa e filha por estarem possuídas por um espirito maligno. “Matei em nome de Jesus”, disse.
O mestre de obras disse que matou Patrociña estrangulada como forma de sacrifício e “por ordem de Deus”, na esperança que ela ressuscitasse três dias depois. Como a mulher não voltou à vida, Pablino, com a ajuda do genro e do filho de 18 anos mataram Noelia e também deixaram o corpo apodrecendo sobre a cama.
Desde então, Pablino vivia juntamente com o filho, no mesmo imóvel, com os corpos. O filho foi levado pelos policiais para prestar depoimento.
A polícia informou que o autor chegou a prestar queixa de desaparecimento da mulher e filha. No último dia 25 de outubro, Pablino e a mãe de Patrociña, Sotera Olmedo Romero, 68, procuraram à polícia paraguaia relatando que elas teriam viajado em agosto deste ano para Ciudad de Este, para frequentar um centro espírita, já que Noelia estaria e possuída pelo demônio.




















