Equatoriana que pediu ‘socorro’ em banco de MS, também acaba presa por morte de filha

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O Enfoque MS notiicou na quina-feira (11) que ‘X’ de socorro funciona com estrangeira pedindo socorro em banco no MS para prender marido . Contudo, a ‘história’ da mulher cidadã do Equador, que estava em Corumbá, acabou por ela também sendo presa, após a mesma não contar com investigação geral das Polícias no Brasil. Assim, cooperação entre a PC-MS (Polícia Civil do Mato Grosso do Sul) e PF (Polícia Federal) resultou na prisão do casal Leticia Amanda Pombar Baralarezo, 36 anos, e, Gabriel Eduardo Gonzalez Moya, 39, que até eram procurados pela Interpol. O casal de equatorianos é suspeito pela morte de uma criança de apenas oito anos, em homicídio praticado no País deles.

Após apurações, no último sábado (13), o casal foi ‘unido’ novamente, pela prisão, pois tinham em ficha policial, que são acusados pela morte da criança de 8 anos, filha de Letícia, que teria sido golpeada ao tentar defender a mãe de agressões. Após, o apontado crime, a dupla ficou foragida da Justiça do Equador, onde o casal passou a ser procurado pela Interpol.

O casal preso estava foragido da justiça do Equador há cerca de um mês em razão da suspeita pela morte da criança Mel, que, no final de setembro, deu entrada com fratura do crânio em um Pronto Socorro da cidade equatoriana de Santa Helena. Após passar 20 dias internada em estado de coma, a criança não resistiu e acabou morrendo, e o crime ganhou repercussão no Equador.

No Brasil, em especifico na Cidade Branca, Pantanal de MS, a ação teve início após Letícia, que parecia estar extremamente amedrontada, ter pedido por socorro a uma funcionária de uma agência bancária em Corumbá, como noticiamos , onde ela entregou um bilhete com os dizeres “estoy en peligro” (estou em perigo), a funcionária de um banco na cidade a 430 km de Campo Grande.

Equatoriana que pediu 'socorro' em banco de MS, também acaba presa por morte de filha
Bilhete entregue a funcionária do banco

O ‘X” de socorro

Conforme registro detalhado da PC, preocupada com a situação, a funcionária do banco tentou extrair mais informações da mulher, Leiticia, enquanto o companheiro Gabriel, utilizava os serviços no banco. A equatoriano, sem que ele percebesse, contou rapidamente à bancária que ele teria matado a filha dela (a criança Mel) no Equador, bem como teria a sequestrado e a trazido para o Brasil juntamente com o filho dele (G.G.F.), de nove anos, mostrando à bancária algumas fotos do que pareciam ser notícias sobre aquele crime, nas quais Gabriel Eduardo aparecia como suspeito.

A bancaria, logo colocou em ação, a campanha brasileira do ‘X’ de socorro, que foi instituída para ajudar no combate a violência contra a mulher. Ela repassou as informações a um Delegado da Polícia Civil, que, ao perceber a potencial gravidade dos fatos, imediatamente passou a realizar diligências e verificou que Gabriel Eduardo era, de fato, suspeito pela morte de sua enteada, fato ocorrido no Equador.

A partir daí, iniciou-se uma intensa cooperação entre as polícias Civil, Federal e autoridades equatorianas, o que culminou na prisão de Gabriel Eduardo na quinta-feira (11), detido em flagrante delito por violência doméstica, e na publicação dos nomes dele e também de Leticia Amanda na lista de difusão vermelha da Interpol (lista com ordens para prisões internacionais), após ter sido constatado que a ela também era suspeita pela morte de sua própria filha.

O desfecho veio na tarde deste sábado (13), com policiais federais cumprindo a ordem de prisão da equatoriana, proferida pelo Supremo Tribunal Federal, após pedido feito diretamente à corte suprema pelo Escritório Central Nacional da Interpol no Brasil. Os mandados de prisão da dupla foram expedidos pelo Ministro Edson Fachin. Agora, o casal permanecerá à disposição do STF, aguardando os trâmites do processo de extradição.

O menino, filho de Gabriel, está agora sob os cuidados do Conselho Tutelar de Corumbá, que busca contato com a família da criança.

No Equador, o caso gerou comoção e várias hashtags “Justiça para Mel” foram compartilhadas nas redes sociais. Familiares da criança acusam Gabriel de drogar e sequestrar Letícia e o próprio filho. Também afirmam que ele é ligado ao tráfico de drogas, de crianças e suspeita de cometer abusos sexuais.

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